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Termina 2006/07 na NBA: Spurs campeão junho 15, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Finais, San Antonio Spurs.
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É isso, amigos. O San Antonio Spurs derrotou o Cleveland Cavaliers por 83 a 82 nesta quinta-feira para sagrar-se campeão da NBA pela quarta vez, e o jogo não foi tão parelho quanto o placar indica. Prova disso eram os olhares desolados do banco do Cavs e da torcida de Cleveland durante os 30s finais, quando o time perdia por 7 pontos. Apesar de manter uma diferença baixa por todo o jogo e permitir uma virada rápida no começo do último quarto, San Antonio foi superior desde o começo do jogo – desde o começo da série.

Não há como negar, Cleveland chegou um pouco cedo demais às Finais. Se o sistema da liga não obrigasse a decisão a ser realizada com um representante da Conferência Leste, a maior probabilidade é que teríamos uma final entre dois times do Oeste. Isso não tira os méritos do Cavs em ter dominado os playoffs do Leste, superado um difícil obstáculo no Detroit Pistons e ganho uma experiência bastante importante com sua primeira chegada às Finais. É provável que o Cavs venha a dominar o Leste por anos e anos, tenho certeza absoluta que esta não é a última vez que veremos LeBron James e Anderson Varejão – se continuar em Cleveland – na decisão da NBA.

O Cavaliers precisa de um novo auxiliar técnico que mude o ataque, que é muito parado, sem criatividade e velocidade. O treinador Mike Brown precisa expandir seus horizontes e permitir mais jogo de transição ao seu time. Os melhores momentos do Cavs nesta série foram exatamente quando a equipe saiu em contra-ataque. O gerente geral Danny Ferry também precisa mover algumas peças para reforçar este elenco e ajudar um pouco LeBron no ataque.

Quanto ao Spurs, não há palavras. Foi um título merecido e justo, mesmo que algumas pessoas coloquem um asterisco por causa da suspensão de Stoudemire e Diaw na série contra o Phoenix Suns. O que importa é que a equipe marchou com facilidade por toda a pós-temporada, mostrou a profundidade de talentos e estilos que se esperava dela desde o ano passado, quando contratou Michael Finley, e provou ser a franquia dominante da NBA desta década.

Gregg Popovich tem de ser considerado um dos técnicos mais brilhantes da liga pela forma como gerenciou o time nestes playoffs – olhando em retrospecto, sua idéia de absorver uma multa ao poupar os jogadores de um dia de treinos e entrevistas, para que pudessem descansar, foi talvez o ajuste mais importante de toda essa campanha. Quantos técnicos neste mundo colocariam um jogador que produz 20 pontos por jogo no banco e deixariam o jogador que marca 9 em média como titular? A mudança fez Finley jogar melhor, pois ele claramente não conseguia entrar frio saído do banco no meio de um jogo, preservou um pouco as pernas de Ginóbili, que passou a temporada passada inteira lidando com contusões e desta vez foi bem mais durável, e ainda reforçou a segunda unidade. Tanto se fala sobre qual é o melhor time titular da NBA, mas o Spurs tinha um dos melhores times titulares e, disparado, o melhor time reserva, com Ginóbili, Horry e os úteis Vaughn, Barry e Elson.

E por que ele foi capaz de fazer isto? Porque Tony Parker está no auge, jogando seu melhor basquete, e agora é capaz de chutar de dentro e de fora, e exige tanto a bola nas mãos que fica difícil dividir os toques entre ele, Duncan e Ginóbili quando estão juntos em quadra. Os três só ficam juntos nos momentos mais importantes dos jogos, mas a dobradinha Parker-Duncan já é suficiente para dominar a maior parte dos adversários. Uma versão menos espetacular de Kobe-Shaq.

Bom, é isso. Pela manhã teremos mais vídeo dos melhores momentos do jogo, mais fotos e devo fazer uma coluna no site ou um post aqui sobre minhas impressões da temporada. Por enquanto, agradeço a todos que vêm acessando o blog por todos os playoffs e o site por todo o ano. Um abraço!

Sinceramente? Essa série já acabou junho 13, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Finais, LeBron James, San Antonio Spurs.
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Eu gostaria de acreditar que o Cleveland Cavaliers ainda tem alguma chance de vencer estas Finais da NBA, mas a verdade é que, depois desta derrota por 75 a 72 no terceiro jogo da decisão, o time praticamente entregou de uma vez o tetracampeonato ao San Antonio Spurs. O Cavs ainda pode adiar um pouco seu destino, como por exemplo o Seattle SuperSonics fez em 1996 quando venceu seus dois últimos jogos em casa e forçou um jogo 6 com o Chicago Bulls na casa do adversário, aonde o rubro-negro enfim confirmou seu próprio tetra. Mas vencer quatro jogos seguidos? Não vai acontecer.

Os esperançosos torcedores do time do Anderson Varejão vão provavelmente argumentar que o time esteve a apenas uma cesta do empate hoje, e que o time foi roubado porque LeBron James sofreu falta não marcada no último lance. Mas ignoram que para aquele lance, o Cavaliers foi beneficiado em todas as outras jogadas duvidosas da partida, com inúmeras marcações invertidas por toda sua duração. É verdade, o Spurs tem tido a ajuda da arbitragem por toda a pós-temporada, mas hoje eles poderiam argumentar que foram roubados bem mais que seu rival.

Quer um sinal mais claro que o Cavaliers não tem condições de competir com o Spurs do que o jogo de hoje? Cleveland executou exatamente o que precisava para competir com o Alvinegro texano: parar o trio Parker-Duncan-Ginóbili, contra-atacar com mais velocidade e buscar rebotes ofensivos. E assim mesmo, perdeu o jogo. Por que? Porque San Antonio tem elenco. Cleveland, não. Para vencer o Spurs, o Cavaliers precisa que LeBron jogue da forma que jogou no quarto período por todo o jogo. Infelizmente para eles – e para todos nós, que queríamos muito ver uma final digna e mais atuações primorosas como a do jogo 5 contra Detroit – não só o Spurs faz uma boa marcação, como James parece retraído. Não dá para entender o que se passa na cabeça do garoto.

No início do segundo quarto, LeBron roubou uma bola no meio da quadra e arrancou com tudo à cesta, deixando todo o time do Spurs para trás. O armador reserva Jacque Vaughn só conseguiu impedir a cesta porque se agarrou desesperadamente ao braço de James e ainda meio que deu um tropeção nele – e LeBron continuou indo. O juiz deu falta flagrante. Foi mais uma prova clara que, se ele quisesse, BronBron poderia simplesmente passar por cima da marcação.

Aí, você passa direto para um outro lance, senão me engano também no segundo período, em que o LeBron recebeu a bola no poste baixo direito, de costas para a cesta, marcado pelo Tony Parker. O Parker é um anãozinho magrelo perto do “Rei James”. Em vez de passar por cima e mandar uma de suas enterradas gigantescas para empolgar a galera, ele deu um giro curto e tentou uma bandeja que foi muito curta. Qual foi, James???

Olha, eu não estou dizendo que ele é “uma farsa”, “um fracasso” nem nada disso. É a primeira final do garoto, que só tem 22 anos. Eu só estou apontando que neste jogo ele fez umas decisões medrosas e, como já fez em outros playoffs, ainda tem que aprender a dominar neste estágio também. Pelo que vimos dele na pós-temporada até agora, dá para acreditar que ele pode dominar a NBA sozinho pela próxima década, a la Michael Jordan mesmo. Mas este ano, está difícil. A não ser que ele produza outro “48 Special” e jogue tudo o que sabe, o Cavs não vai durar nem mais um jogo.

Agora, o jogo hoje foi emocionante, mas também foi bem ruinzinho, hein? Se eu não estivesse cumprindo meu dever, teria trocado de canal. Já fui advogado de jogos defensivos – alô, torcedor do Pistons – mas uma coisa é você ver um jogo em que há muitos tocos e roubos de bola, e outra coisa é você ver o Sasha Pavlovic – que jogou bem – errar uma bandeja em contra-ataque, e depois o Brent Barry dar um passe na altura do Tim Duncan, só que para o Tony Parker, em outro contra-ataque. E outra coisa ainda pior é ver o Cavs errar chute de 3 atrás de chute de 3, todos livres. O Sasha acabou marcando as duas cestas de 3 do time no último quarto, mas eu queria ver quantos arremessos ele errou de lá nos playoff… Entre a final do Leste e as Finais, o aproveitamento dele tem sido péssimo.

E o Boobie Gibson, coitado… Gastou muita energia defendendo o Parker, acabou jogando mal do outro lado. É outra coisa ter que atacar a primeira unidade do Spurs, que se ajustou bem para fechar não só as penetrações de LeBron, mas as suas também. Agora as pessoas têm de dar crédito ao Mike Brown também por entender que o Gibson causava mais impacto saindo do banco do que como titular… Nesta temporada. Se no ano que vem o Gibson não for titular desde o começo, aí já vai ser “teimosia”.

Resumo do jogo 2: Spurs 103 x 92 Cavs junho 11, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Finais, San Antonio Spurs, video.
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É bem simples: San Antonio dominou, jogou seu basquete e fez ajustes instantâneos. Cleveland não conseguia acertar nada, e sua falta de criatividade ofensiva foi bem exposta. No final, o Spurs relaxou e o Cavs voltou no jogo, mas o time da casa recuperou o foco e voltou a jogar o suficiente para fechar a partida. Mais ou menos como os primeiros jogos contra o Utah Jazz. Acho que a série vai dar uma melhorada em Cleveland; veremos a partir de terça. Afinal, há dois anos atrás, Detroit também foi massacrado nos dois primeiros jogos em San Antonio e respondeu na mesma moeda nos dois jogos seguintes, e a série esquentou nos três jogos finais. Veremos se LeBron, Varejão e sua turma são capazes disso.

Por enquanto, fique com o vídeo “All Access” da NBA, com o resumo do jogo:

Varejão x argentinos: rivalidade sul-americana, mas semelhanças de estilo junho 7, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Manú Ginóbili, San Antonio Spurs.
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Hoje, a partir das 22h (de Brasília), o ala-pivô capixaba Anderson Varejão vai tentar fazer o que três outros brasileiros tentaram fazer, sem sucesso: ajudar seu Cleveland Cavaliers a vencer o San Antonio Spurs em uma série melhor-de-sete jogos. A caminhada do Spurs à sua quarta final em oito anos foi toda construída em cima de times com jogadores brasileiros. Se isso já não é o bastante para convencer todos os torcedores do país – menos os que torcem para San Antonio, claro – a incentivar o Cavs, outro detalhe talvez ajude: o Spurs conta com dois argentinos, o ala-armador Manú Ginóbili e o pivô Fabrício Oberto, tornando a partida em um pequeno duelo da maior rivalidade da América do Sul.

Embora o clima de rivalidade entre Brasil e Argentina tenha origem no futebol, ela também cresceu no basquete justamente quando a geração de Ginóbili e Oberto ganhou projeção internacional e começou a conquistar títulos. Nos anos 80 e início dos anos 90, como já disse Oscar “Mão Santa” Schmidt, “a gente cansava de bater neles”, ou seja, os brasileiros dominavam o confronto. Foi no final da década de 90, com algumas partidas acirradas em campeonatos sul-americanos, e no início da atual década, com a ausência do Brasil das Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004, que os argentinos ultrapassaram o país na escala de poder do basquete mundial. A entrada de vários jogadores de ambos os países na prestigiada NBA também criou a rivalidade de gerações, e nesta os argentinos estão bem à frente: além de uma medalha de ouro olímpica, já tiveram três representantes em finais da liga – Ginóbili, Carlos Delfino com o Detroit Pistons e agora Oberto – e dois títulos da NBA com Manú. Varejão é apenas o primeiro brazuca em finais.

O primeiro a tentar evitar que a dupla argentina chegasse às Finais da NBA neste ano foi o ala-pivô Nenê, que batalhou bastante e jogou bem com seu Denver Nuggets na primeira rodada dos playoffs. Entretanto, a ausência de uma boa arma para chutar de três pontos, o pequeno apoio do banco de reservas e a incapacidade de se impor ao estilo de jogo do Spurs acabou rendendo uma eliminação em cinco jogos.

Depois, foi a vez do brasileiro de maior projeção na liga, o armador Leandrinho, Reserva do Ano. Seu Phoenix Suns foi o time que mais ameaçou o Alvinegro texano, e muitos acreditam que não fosse uma controversa suspensão a Amaré Stoudemire e Boris Diaw após o jogo 4, poderia ter surpreendido e vencido a série. Os problemas do Phoenix, porém, passaram pela má atuação do próprio Leandrinho, que além de sofrer boa marcação, sofria com dores no cotovelo esquerdo, operado imediatamente após a eliminação em seis jogos.

O último time eliminado pelo Spurs foi o Utah Jazz, nas finais da Conferência Oeste. O pivô paranaense Rafael “Baby” Araújo, porém, teve poucas chances de causar algum impacto no confronto, entrando apenas em trechos do jogo em que a diferença no placar já era bastante contundente. Ele até atuou bem, mas as limitações de seu time, semelhantes às do Denver, acabaram causando uma eliminação em cinco jogos.

Agora, sobrou para Varejão. O ala-pivô já eliminou um time de argentino: o Pistons de Delfino foi a vítima do Cleveland nas finais da Conferência Leste. Pelo caminho do Detroit, havia ficado também o Chicago Bulls, do ala Andrés Nocioni.

Leia também: Giancarlo Giampietro faz uma boa comparação no Uol Esporte sobre as semelhanças entre Varejão, Ginóbili e Oberto. Essas características divididas entre os três – entre Varejão e Ginóbili, a tentativa de cavar faltas ofensivas dos rivais e de trazer energia saídos do banco, e entre Varejão e Oberto de aproveitar espaços deixados pela marcação aos astros de seus times – serão chave para a série. Anderson tentará carregar Tim Duncan de faltas, enquanto Manú revezará com Bruce Bowen na marcação de LeBron James e tentará fazer o mesmo com o astro do Cavs. Oberto provavelmente não terá os mesmos espaços da série contra o Jazz, mas os pivôs de Detroit tiveram bom aproveitamento contra Cleveland e ele deve tê-lo também. A marcação do Spurs focará em James, e Varejão terá de aproveitar os espaços.

Final entre Cavs e Spurs deixa TVs americana e brasileira esperançosas junho 6, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Globo.com, LeBron James, San Antonio Spurs, TV.
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Enquanto o site passa por dificuldades técnicas, estaremos postando nossas matérias aqui. Não deixem de acompanhar…

Nos Estados Unidos, o confronto entre Cleveland Cavaliers e San Antonio Spurs nas Finais da NBA foi considerado um alívio para a emissora de TV aberta ABC, que tem esperanças de ter uma audiência melhor que nas decisões dos últimos anos. Para o Brasil, o alívio pode ser ainda maior, no retorno das Finais à TV a cabo após dois anos ausente.

O pesadelo das emissoras americanas era um novo encontro entre San Antonio Spurs e Detroit Pistons, como em 2005, que apesar de produzirem uma audiência favorável em seu último jogo, com 11,9 pontos no indíce Nielsen (o Ibope americano), terminou com uma média de apenas 8,2 pontos por jogo, a segunda pior desde 1981, quando as partidas não foram exibidas ao vivo. Desde que a ABC começou a transmitir as Finais, em 2003, apenas uma série superou os 10 pontos de média, o confronto entre Los Angeles Lakers – time que mais traz audiência na NBA – e o Pistons em 2004, com 11,5 pontos. O Spurs esteve na final menos assistida da história da liga, em 2003, quando sua vitória sobre o New Jersey Nets teve média de 6,5. Antes de 2002, nenhuma final tinha tido menos de 10 pontos de audiência desde 81.

Após seu terceiro título em 2005, o Spurs se consolidou como um dos times de maior sucesso da liga e hoje o ala-pivô Tim Duncan é considerado um dos maiores vencedores em atividade na NBA, no mesmo nível que o pivô Shaquille O’Neal. Ainda assim, seu estilo de jogo é considerado chato, e o time continua a atrair pouca audiência. Neste ano, seus dois jogos de finais da Conferência Oeste na ABC, contra o Utah Jazz, tiveram apenas 3,1 pontos, uma queda de mais de 40% para o ano passado, quando a emissora transmitiu jogos entre Detroit e Cleveland e Detroit e Miami Heat. Por outro lado, San Antonio esteve nos dois jogos de maior audiência da ABC neste ano, com 3,4 e 3,5 pontos em confrontos com o Phoenix Suns nas semifinais.

O confronto entre Duncan e o astro em ascensão LeBron James, considerado por muitos o “novo Michael Jordan”, está sendo promovido com força para tentar puxar a audiência para cima e é a grande esperança da emissora. O único jogo de playoff do Cavs transmitido pela ABC teve apenas 2,4 pontos, o jogo 1 das semifinais do Leste contra o New Jersey Nets, mas na TV a cabo James foi um sucesso. Os jogos 5 e 6 das finais da conferência, em que o astro marcou 48 pontos no primeiro e liderou a eliminação do Pistons no segundo, estiveram entre as três maiores audiências da semana, e ajudaram a colocar a emissora TNT no topo das emissoras a cabo.

Se James tiver efeito parecido com o de Jordan, a ABC pode comemorar: nenhuma das finais disputadas pelo Chicago Bulls teve média inferior a 14 pontos, e a final de 1998 com o Utah Jazz bateu o recorde da liga com 18,7 pontos. Neste ano, o futebol americano mostrou que uma estrela individual pode ajudar a empurrar a audiência: a primeira aparição em um Superbowl do incensado quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, foi considerado o fator principal para que se tornasse a segunda final da NFL mais assistida na história.

No Brasil, não é tanto a estrela de James ou o confronto com Duncan que pode ajudar a audiência, e sim a presença de um jogador do país pela primeira vez na história: o ala-pivô capixaba Anderson Varejão. A identificação com um atleta nacional tem sido a maior força dos jogos da NBA no país, e os números da emissora a cabo ESPN Internacional, principal transmissora dos jogos da liga no Brasil, comprovam.

As quatro melhores audiências da emissora na temporada envolveram jogos com times brasileiros, batendo os 30 mil espectadores por minuto – o que, para TV a cabo, é um número excelente. Melhor ainda é que Spurs e Cavaliers estiveram envolvidos em três desses quatro jogos – um deles foi justamente o encontro de 3 de novembro, vencido pelo Cavaliers em San Antonio por 88 a 81, e que teve 31.040 espectadores em média e um total de quase 265 mil pessoas passando pelo canal durante a transmissão.

“Para as Finais, com toda essa divulgação em cima do Varejão, podemos aguardar um aumento, algo em torno de 50 mil pessoas por minuto. Quem sabe chegar a 350 mil pessoas passando pelo canal”, diz Luciano Silva, editor de basquete da ESPN Brasil, que também cuida da NBA no canal internacional, hoje integrado ao brasileiro.

Na última vez que as Finais passaram na ESPN, em 2004, ainda não havia a integração. Desde então, a emissora não passou as finais por dois anos: em 2005, ficou a cargo do canal FX, na época um canal a la carte em poucas operadoras de cabo, e no ano passado foi exclusividade do site GloboEsporte.com, mas fechado a assinantes de um pacote especial. Nesta temporada, o site abriu a transmissão de seus jogos para todos os assinantes do portal Globo.com, mas por questões contratuais teve de fechar novamente sua transmissão das Finais a quem comprar o pacote especial.

A presença de Varejão não foi o que motivou a criação do pacote, garante o comentarista do site e autor do site Rebote, Rodrigo Alves. “A questão do pacote estava prevista no contrato com a NBA desde o início da temporada. Não anunciamos antes porque a empresa estava tentando encontrar uma forma de mudar o cenário e abrir para os assinantes. Eu e (o narrador) Roby Porto brigamos muito para que isso acontecesse, mas não foi possível mudar o contrato”, explicou Rodrigo, que acha que a transmissão por parte da ESPN Internacional não comprometerá o sucesso do site.

“Eu, particularmente, nunca vi a Globo.com como concorrente da ESPN, e sim como uma alternativa a mais para quem gosta de NBA. É óbvio que a primeira opção de qualquer pessoa é ver um jogo na TV, em vez da tela pequena do computador. Nosso número de espectadores na final certamente não será o mesmo que tivemos até agora, mas já tem gente comprando o pacote. O que pesa a favor da nossa transmissão é a interatividade, com o chat ao vivo durante todo o jogo. A coisa vira literalmente um grande bate-papo enquanto a partida está rolando, fica mais informal”, explica.

Embora não tenha os dados exatos, Rodrigo confirmou que a audiência do site cresceu dos playoffs do ano passado para este, mas atribui a ascensão a mais do que o sucesso dos brazucas: “A transmissão mudou bastante, o estúdio melhorou, a qualidade do vídeo também, a assinatura da NBA neste ano foi estendida a todos os assinantes de banda larga da Globo.com, e ainda tivemos promoções com produtos oficiais da liga em quase todas as transmissões, o que ajuda”.

Luciano, por sua vez, diz que a ESPN focará sua cobertura em cima de Varejão, aproveitando a feliz coincidência de que volta a transmitir as Finais justamente na primeira participação do capixaba. “A primeira entrevista que ele deu foi aqui (na ESPN Brasil). O primeiro título teve transmissão da ESPN Brasil. Acompanhamos o primeiros campeonato pela Seleção Brasileira. Fizemos a despedida dele quando viajou para o Barcelona. Mostramos o título dele na Euroliga. Também fizemos ao vivo o draft do Varejão (o mesmo em que Rafael “Baby” Araújo foi escolhido na loteria pelo Toronto Raptors). Na primeira temporada dele na NBA, fomos até Cleveland e produzimos um especial (que será reprisado ainda nesta quarta, às 19h30min). E agora, vamos mostrar todos os jogos de sua primeira final de NBA”, conta o editor.

LeBron vs Spurs, vantagem… LeBron?? junho 5, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Finais, LeBron James, San Antonio Spurs.
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Olha, eu estou entre os que acham que o Cavaliers não tem chances de ganhar esta final da NBA, e eu acho que jogos de temporada regular não significam nada para analisar o que vai acontecer na pós-temporada – por isso que não levo em consideração que o Cavs venceu o Spurs nas duas vezes que se enfrentaram durante o campeonato, especialmente porque ambos os times eram bem diferentes do que são hoje. Por exemplo, Ginóbili ainda era titular, Oberto e Elson ainda estavam aprendendo a jogar com a equipe; Larry Hughes ainda não tinha sido passado a armador titular, Pavlovic ainda estava no banco de reservas e Daniel Gibson não era nem o oitavo homem na rotação.

Mas o Henry Abbott, do blog TrueHoop, analisou todas as posses do LeBron James contra o Spurs nos dois jogos disputados e está convencido que o Spurs não consegue pará-lo. São comentários pertinentes, me fez repensar o que esperar desta série, e recomendo que dêem uma olhada também.

Entrevista com o Anderson Varejão no GloboEsporte.com junho 5, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Globo.com, San Antonio Spurs, Tim Duncan.
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Ei, rimou!

Mas enfim, o GloboEsporte.com fez cinco perguntas ao Anderson sobre a série final contra o San Antonio Spurs e o Pan. O Varejão é um dos caras que fala mais solto entre os jogadores de basquete, então ficou legal. Parabéns Rodrigo Alves!

Só um único comentário: na pergunta sobre como parar Tim Duncan, Varejão diz, “Temos de diminuir o espaço para ele em quadra e não deixá-lo jogar na posição preferida”. Não deixá-lo jogar na posição preferida? Só se tirarem ele de quadra. Eu juro, o Duncan consegue usar a tabela pra fazer cesta de qualquer lugar da quadra. Aposto que até do banco ele acerta. Ah, mentira, tem um lugar em que ele não consegue: da linha de lance livre.

Top 5 de Jazz x Spurs, jogo 4 maio 29, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in San Antonio Spurs, Utah Jazz, video.
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As 5 melhores jogadas de Jazz 79 x 91 Spurs, ontem à noite

O toco do Carlos Boozer em cima do Tim Duncan foi quase uma “youtubização” ao contrário: em vez de levar uma enterrada na cara, ele pregou o Duncan na tabela! Genial. Depois eu volto com mais comentário sobre o jogo.

Top 5 do jogo 3 de Jazz x Spurs maio 27, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in San Antonio Spurs, Utah Jazz, video.
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Top 5 de Spurs x Jazz, jogo 2 maio 23, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in finais de conferência, San Antonio Spurs, Utah Jazz, video.
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Por enquanto, o Jazz está decepcionando e muito. Não conseguem defender, seja no garrafão ou no perímetro. Será que o barulho da torcida na EnergySolutions Arena vai ser suficiente para empurrar este time ao empate na série? Espero que sim, pois este confronto está chato demais de ver. Só dá San Antonio. Todo mundo estava reclamando dos playoffs do Leste, mas até agora o único jogo de Detroit x Cleveland, mesmo com a enorme quantidade de arremessos errados, já foi mais empolgante e interessante do que os dois jogos de Spurs x Jazz juntos.