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A verdadeira razão para a derrota do Cavs no jogo 2 maio 25, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, finais de conferência, LeBron James, Pick-and-Roll, video.
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Eu vou deixar bem claro, como sempre deixei: sou torcedor do Detroit Pistons e sim, minha visão pode estar sendo afetada por isto. Mas aqui vai minha defesa de como os árbitros estavam certos quanto ao lance final da vitória do Pistons sobre o Cleveland Cavaliers por 79 a 76.

Vejam os momentos finais do jogo neste vídeo:

Como os comentaristas da TNT dizem (pela voz, o narrador deve ser o Marv Albert e os comentaristas são ou o Doug Collins ou o Steve Kerr), o Richard Hamilton tinha posição contra o LeBron James, não saltou, e apenas colocou o braço para cima, não tentou dar uma machadada no ato do arremesso. James força o contato, pulando para a frente e jogando seus braços em direção do Rip para bater em seu braço. Antes, enquanto ele carregava a bola ao garrafão, Rip dá, sim, vários cutucões nos braços de James, mas nenhuma pancada. Eu te pergunto: não é a mesma coisa que o Bruce Bowen faz TODOS OS JOGOS sem que seja marcada falta? Por que haveria de ser agora? Os árbitros foram consistentes. Algo raríssimo na NBA hoje em dia.

Na imprensa americana, estão argumentando que deram uma falta de toque do Dirk Nowitzki em Dwyane Wade no jogo 3 das finais do ano passado que foi muito mais duvidosa que esta. E daí? Como os próprios americanos dizem, dois erros não tornam um certo. É muito curiosa essa imprensa: vive reclamando que os superastros recebem a vantagem nas marcações, mas quando os juízes não dão a falta, reclama também! E se vamos falar de erros da arbitragem, por que o foco apenas nesta falta no final? Que tal o toco limpíssimo de Antonio McDyess em Sasha Pavlovic, em um contra-ataque, em que os juízes marcaram “bola na descendente” quando ela mal tinha saído da mão do sérvio? Que tal a roubada limpa de Chauncey Billups em LeBron no último quarto, em um contra-ataque, que rendeu dois lances livres ao astro?

Aliás, que tal mencionarmos que LeBron não deveria nem estar em quadra no jogo 2, após receber falta flagrante 2 por um lance no jogo 1? Kobe Bryant foi suspenso duas vezes pelo mesmo tipo de lance, e James jogou sem problemas. Isso indica favorecimento – ou perseguição a Bryant.

O lance de Rasheed Wallace com Anderson Varejão – No BasketBrasil, temos a seguinte política: temos de dar destaque aos jogadores brasileiros; afina, o site carrega o nome do país no logo, e o maior interesse de quem acessa a página é pelos jogadores brasileiros que nos representam no basquete internacional. Porém, nosso papel é apenas este: destacar e divulgar, não torcer ou babar ovo, como acontece em muitos veículos da grande imprensa. Por isso, não tenho por que torcer para o Cleveland Cavaliers, e nenhum de vocês é obrigado a isso. É completamente compreensível que um brasileiro torça para os times que têm brasileiros, afinal você se identifica com o jogador por ser de sua nacionalidade, e é claro que o progresso do jogador no cenário internacional é interessante para o basquete nacional. Mas nosso papel não é torcer ou favorecer, é apenas destacar e informar. Dar crédito quando é merecido e criticar quando couber.

Varejão é um dos meus jogadores favoritos, ponto, não apenas entre brasileiros, assim como Tiago Splitter, Leandrinho e Alex. Isto dito, é claro que ele é espalhafatoso demais e força quedas para arrancar faltas ofensivas. No lance em que Rasheed o empurra e recebe a bola para a cesta vitoriosa, não dá para saber se Wallace o empurrou mesmo, porque Varejão se joga com tanta dramaticidade pra trás que denuncia contra ele. Que Wallace tinha seu antebraço no peito de Anderson – e isso provavelmente já valeria a falta em vários lances – não há dúvidas. Que ele empurrou? Não sei. Rasheed é experiente o suficiente para saber que não podia empurrar Varejão naquele momento, mas também é esperto para saber que o brazuca faria um teatro que deixaria os árbitros em dúvida. Então, ele pode mesmo ter empurrado, sabendo que Anderson aumentaria o drama e se jogaria, perdendo o crédito. Fica a lição para Anderson: nessas horas, às vezes a atuação é desnecessária.

O ponto disso tudo é o seguinte: Cleveland não perdeu o jogo nesses dois lances. Perdeu porque não tem frieza nos momentos decisivos (viu a cara de desespero de todo mundo no banco após James errar a cesta? E como Hughes erra aquele arremesso COMPLETAMENTE LIVRE ao pegar o rebote??) e porque não joga terceiros quartos. Só 13 pontos no período? E deixou uma vantagem de 12 pontos no intervalo cair para apenas 3? Como eles querem vencer assim? E mais, encheram o saco do LeBron James pra arremessar mais, ser mais agressivo, etc… Pois achei que ele jogou levemente melhor no primeiro jogo. Foi muito mais ativo nos rebotes, achou os companheiros livres para cestas, e teve um aproveitamento melhor, acreditem – acertou 5 de 15 arremessos; desta vez, foram 7 acertos em 19 chutes, incluindo dois erros em sete lances livres. James continua muito bem marcado, e isso está abrindo muito espaço na linha de 3 pontos, que o Cavs precisa aproveitar bem melhor – acertou pouco mais de 30% ontem.

Bom, é isso. Fica sendo esse o Pick-and-Roll também desta sexta-feira: o que vocês acharam dos dois lances?

Pick-and-Roll, quarta-feira maio 24, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in draft, Pick-and-Roll.
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Pick: Portland obteve a primeira escolha do draft na loteria de terça-feira.

Vejamos. O Blazers tem uma equipe promissora, que conta com os armadores Jarrett Jack e Sergio Rodríguez, os alas-armadores Brandon Roy e Martell Webster, os alas Darius Miles, Ime Udoka e Travis Outlaw, o ala-pivô Zach Randolph e os pivôs LaMarcus Aldridge e Joel Przybilla. Com um pouco mais de experiência, este grupo pode chegar longe. O Aldridge pode tanto jogar de pivô como ser movido para ala-pivô.

A posição mais fraca é a de ala. Udoka é apenas decente, e foi o titular neste ano mais por necessidade, por causa de uma operação que deixou Miles de fora por todo o ano. O Outlaw também não é grande defensor, é mais um jogador de banco mesmo. O Miles só criou confusão e controvérsia desde que chegou ao Portland, período aliás que coincide com o tempo em que o clube não chega à pós-temporada. E pensando ainda mais longe, Miles jamais foi aos playoffs em sua carreira, com passagens por L.A. Clippers e Cleveland Cavaliers.

Randolph é um jogador calibre All-Star que jogou bem neste ano e pareceu deixar de lado sua rixa com o técnico Nate McMillan. Porém, quem garante que o bom comportamento vai continuar? E Randolph passou por cirurgia de microfratura, o que tirou bastante de sua velocidade, e com Rodríguez no time, ele poderia atrapalhar um pouco se a equipe resolvesse correr um pouco mais. Em uma troca, Randolph pode trazer bons jogadores para Portland.

As duas opções principais do draft são o ala Kevin Durant, que deve ser um 3 na NBA, e o pivô Greg Oden. Se o time não mudar nada no atual elenco, suponho que Durant seria a resposta para sua maior necessidade, a posição 3. Se o gerente geral Kevin Pritchard conseguir negociar Miles e Randolph, porém, o time precisará de um pivô para passar Aldridge à posição 4, e Oden seria a resposta ideal. E aí entra o trauma do Portland: da última vez que tiveram uma posição tão boa no draft, selecionaram por necessidade, e deixaram passar Michael Jordan para escolher Sam Bowie, e todos sabemos no que isso deu.

Roll: Agora que sabemos que é o Blazers que escolherá primeiro, quem eles devem escolher: Oden ou Durant?

Pick-and-Roll, terça-feira maio 22, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, LeBron James, Pick-and-Roll.
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Pick: A jogada final do Cavs na derrota por 79 a 76 para o Pistons ontem à noite.

LeBron James pegou a bola lá em cima, no topo da linha de três, e seus companheiros abriram a quadra para ele. James disparou com a mão esquerda e seu marcador, Tayshaun Prince, fez o máximo para acompanhá-lo, mas parecia batido. Richard Hamilton e Rasheed Wallace vêm para a ajuda, mas nenhum parece ter tempo, elevação ou alcance para bloquear sua bandeja ou enterrada sem cometer falta. Ainda assim, James percebe que o colapso abriu espaço para Donyell Marshall, o especialista em 3 pontos, no canto direito da quadra, e passa a ele. Marshall, com todo o tempo do mundo, chuta, e erra. Chauncey Billups pega o rebote, recebe a falta, faz o lance livre, fim de papo.

A controvérsia é que James deveria ter ido para a cesta e empatado, pois aparentemente mesmo o colapso da defesa seria incapaz de pará-lo – eu já disse aqui e já foi repetido inúmeras vezes por inúmeras fontes que LeBron passa por qualquer um com sua força – e de repente conseguido a falta e o lance livre – embora o Pistons tenha dito após o jogo que tinha instruções básicas de não fazer falta neste lance. Ao mesmo tempo, se Marshall acertasse a cesta de 3, James saíria como um gênio, os 2 seriam comparados a Jordan e Paxson e Wallace seria criticado por deixar Marshall sozinho no canto.

Minha opinião? Não existe uma opção certa nessa jogada. As duas opções eram boas. Marshall tinha acertado 6 cestas de 3 no último jogo, é o especialista na função do time e estava completamente livre. Como disse o técnico Mike Brown, dava tempo de ele sentar, tomar um cafezinho e só depois arremessar. Ao mesmo tempo, como eu disse, mesmo com o colapso da defesa, parecia que a bandeja já era de James, e entre uma jogada de alta porcentagem que empata o jogo e mantém suas chances de vencer contra uma jogada de alto risco que pode te colocar à frente como dar rebote e terminar com a posse nas mãos do rival, acho que a primeira opção talvez fosse melhor – especialmente porque o Cavs é bem mais jovem e entraria com moral numa prorrogação. Veja o vídeo do jogo e analise a jogada.
Roll: Esqueça o que James deveria ou não ter feito. Ele fez o que ele fez, a questão não é se ele está certo ou não. O que VOCÊ teria feito?

Pick-and-Roll: segunda-feira maio 21, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Pick-and-Roll.
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Lembrando mais uma vez que Cleveland x Detroit, hoje à noite a partir de 21 horas, terá transmissão da TV Esporte Interativo e do GloboEsporte.com.

Pick: A loteria do draft da NBA acontece amanhã.

É o momento mais esperado da temporada por 15 times – eu digo 15 times porque se o Atlanta não ficar entre os 3 primeiros, tem que passar a escolha ao Phoenix Suns. Todo mundo está sedento pelas duas primeiras escolhas, para pegar ou Greg Oden ou Kevin Durant. Depois deles, há vários talentos disponíveis, que muitos acreditam ser de grande qualidade e capazes até de serem franchise players, mas nenhum que realmente se destaque muito mais do que o outro.

Roll: Se você tivesse a terceira escolha, e Oden e Durant já estivessem, como se espera, fora da lista, quem você escolheria? Vou dar algumas opções, mas se vocês quiserem escolher outro, fiquem à vontade: Yi Jianlian, Brandan Wright, Julian Wright, Al Horford, Joakim Noah, Tiago Splitter, Corey Brewer, Roy Hibbert, Mike Conley Jr, Spencer Hawes, Acie Law IV, Jeff Green, Al Thornton, Rudy Fernandez, Marco Belinelli.

Pick-and-Roll, sábado maio 19, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Pick-and-Roll, Vince Carter.
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O primeiro “Pick-and-Roll” foi um fracasso, mas eu vou insistir!! Vamos ver o que vocês dizem agora sobre o assunto de hoje.

Pick: Vince Carter marcou 11 pontos, acertando 4 de apenas 11 arremessos, e teve 5 desperdícios de bola na derrota do Nets por 88 a 72 para o Cavs.

Vinsanity tem passe livre a partir de 1º de julho e é considerado o jogador mais cobiçado do mercado. Porém, esta pós-temporada provou mais uma vez que a “Vinsanidade” fica na temporada regular, e que nos playoffs o ala-armador é simplesmente incapaz de jogar seu melhor basquete.

Este jogo 6 foi só mais uma amostra gritante de como Carter se retrai em jogos de playoff. Ele demora para arrancar à cesta. Quando vê a marcação dupla chegar, dá um passo pra trás e ou arremessa desequilibrado, ou passa a bola, freqüentemente nas mãos do adversário. Apesar da ausência de um jogador de garrafão confiável no Nets e de seu bom jogo de costas para a cesta, ele raramente busca posicionamento no garrafão e fica a maior parte do tempo rondando o perímetro. A maior prova de como Carter “amarela” foi o último período, em que Carter estava marcado por Damon Jones – DAMON JONES!! -, um armador baixinho que não está nem na rotação do Cavaliers. Pergunte a qualquer técnico de basquete, e ele te dirá que quando você tem essa vantagem, deve levar a bola ao garrafão. Carter, porém, continuou jogando lá em cima e passando a bola em vez de aproveitar.

Do outro lado, o contraste berrante: LeBron James não se intimidou com a marcação e partiu pra cima, sempre buscando o contato e pelo menos a bandeja. Ele só passou para companheiros quando tinha certeza que eles estavam livres para chutar, e só arremessou de longe quando ou teve muito espaço ou quando o relógio de posse estava esgotando.

Roll: Será que Vince Carter pode mesmo ser a principal opção ofensiva de um time que pretenda ser campeão? E você daria um contrato de 15 milhões de dólares anuais a um cara que foge de sua principal característica exatamente quando você precisa que ele jogue seu melhor basquete?

Pick-and-Roll, sexta-feira maio 18, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Chicago Bulls, Pick-and-Roll.
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Bom, estou começando um novo segmento diário do blog agora chamado “Pick-and-Roll”. No que consiste? Diariamente, eu vou escolher (“pick”) um assunto e vou falar aqui dele. O “roll” fica por conta de vocês: vou deixar uma pergunta em torno desse assunto e passar a bola para vocês, enquanto vocês “rolam” nos comentários e dão suas opiniões. Vamos ver no que isso dá.

Pick: a vitória do Pistons sobre o Bulls, ontem à noite, por 95 a 85

Detroit ajustou sua marcação ao pick-and-roll do Bulls, fazendo mais “traps” (armadilhas, quando dois jogadores cercam o adversário) na saída dessas jogadas para impedir que o armador cortasse em direção ao garrafão. Essa foi a principal chave para a vitória ontem, pois fechou os caminhos para Kirk Hinrich penetrar e dificultou os arremessos de perímetro, grande forte do Bulls. Chicago conseguiu ficar à frente no primeiro tempo porque P.J. Brown estava bem e marcou 20 pontos, mas foi só a defesa do Pistons passar a ser mais ativa no garrafão que Brown foi anulado.

Roll: O Bulls teve a chance de trocar por Pau Gasol no meio do ano, que lhe daria a força no garrafão que precisava para um jogo como este, e não o fez, porque não queria se desfazer do Luol Deng, que foi o melhor e mais consistente do time por todo os playoffs. Se fossem vocês, teriam se desfeito de Deng por Gasol? E o Bulls teria derrotado o Pistons se, em vez de Deng e P.J, tivesse por exemplo Gasol e Nocioni entre seus titulares?