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Nets estende sua série contra o Cavs maio 12, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Jason Kidd, LeBron James, New Jersey Nets, segunda rodada.
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Bom, o que aconteceu então? Jason Kidd aconteceu.

O armador foi o maestro do Nets na vitória por 96 a 85 sobre o Cavs agora há pouco, em Nova Jérsei. Ele fez 23 pontos, 14 assistências e 13 rebotes, impressionante. Acabou com a desvantagem do Nets nos rebotes praticamente por conta própria: os 13 rebotes dele foram exatamente a diferença entre os 43 do New Jersey e os 30 do Cleveland.

Ainda melhor que sua luta pelas sobras foi sua mira: acertou 8 de 12 arremessos, sendo 5 de 6 de 3 pontos, o que destruiu a tática do Cavs de deixá-lo arremessar. Mas não foi só Kidd que jogou bem: o resto do time jogou bem e com muito mais energia que nos jogos anteriores. Vince Carter estava muito bem até machucar a mão no final do terceiro quarto e diminuir um pouco seu ritmo. Richard Jefferson marcou bem LeBron James e o forçou a trabalhar na defesa também. A vontade e maior dedicação à zona também renderam dividendos na defesa e o Cavs teve dificuldades para fazer cestas.

Cleveland, porém, não tem muito o que se preocupar: apesar de uma atuação incrível do Nets e péssima de seu time, o Cavs chegou a virar no segundo quarto e teve chances de vencer no final. A diferença de hoje pode ter sido a energia e uma melhor resposta à zona, e isso pode ser trabalhado e melhorado até segunda-feira. Se New Jersey quiser empatar o confronto, terá de mostrar a mesma intensidade deste sábado.

Spurs x Suns rolando…

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Dois jogos de brazucas hoje maio 12, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in chat, Cleveland Cavaliers, Golden State Warriors, New Jersey Nets, segunda rodada, Utah Jazz, video.
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Hoje, às 18 horas de Brasília, o Cleveland Cavaliers do Anderson Varejão enfrenta o New Jersey Nets fora de casa no terceiro jogo da série, com transmissão do globoesporte.com e TV Esporte Interativo, e às 21 horas o Leandrinho e o Phoenix Suns visitam o San Antonio Spurs pro jogo 3, com transmissão da ESPN Internacional. Eu estarei online para chat durante o jogo do Cavs, talvez para o jogo do Suns também.

O Cavs tem dominado o Nets completamente nos rebotes e no garrafão. O que New Jersey vai fazer? Toda a crítica americana está com mania de sugerir agora que, sempre que um time tem dificuldade nessas áreas, que comece a correr com um time mais baixo. Mas quem o Nets vai escalar então? Eddie House? Marcus Williams? Antoine Wright?

Que tal simplesmente cobrar mais de seus pivôs titulares, Jason Collins e Mikki Moore, que não têm sido capazes de buscar nenhuma sobra de arremesso? Na série contra o Toronto Raptors, eles fizeram um trabalho bem melhor em segurar Chris Bosh, que embora fosse estreante em playoffs, tem mais talento e agilidade que ambos Zydrunas Ilgauskas (pelo menos agora que o lituano está envelhecido) e Drew Gooden.

Que tal uma maior dedicação à marcação em zona? O time não consegue parar LeBron James. Isto é parte de seus problemas no garrafão: James é na verdade o melhor jogador de empostação do Cavs, o que é uma característica que o aproxima de Michael Jordan, que freqüentemente superava seus pivôs em capacidade de jogar de costas para a cesta e atacar a tabela (mas prestem atenção, eu não disse que ele é bom como MJ, é só uma característica em comum!!).

O banco do Nets também é muito fraco. Tire Bostjan Nachbar e você não tem quase nada: House é de lua e é péssimo na defesa; Williams, Josh Boone e Hassan Adams são calouros e ainda não estão preparados para carregar o time. A equipe continua muito dependente de Kidd-Carter-Jefferson, e é por isso que dificilmente vai virar esta série. Com Hughes, Pavlovic e James, o Cavs tem um trio capaz de responder no mesmo nível, e vantagem em todas as outras posições.

Mais tarde, falo de Suns x Spurs.

– Ontem o Warriors aproveitou a força da torcida e todos os seus chutes caíram. Foram 15 bolas de três pontos certeiras em 32 arremessos, é sacanagem, né não? Assim até eu.

O Don Nelson reconheceu que, com Al Harrington, o time abre a defesa do Jazz e diminui o impacto de seus pivôs no jogo. Ao mesmo tempo, a vitória de Golden State pode ser creditada à fraca atuação de Deron Williams, que havia sido espetacular nos dois primeiros jogos, e de Derek Fisher, cujo “momento” ganho no segundo jogo não continuou no segundo. Na verdade, Fisher talvez funcionasse melhor como reserva nesta série. Williams vinha cuidando bem de Baron Davis porque ambos têm características parecidas, e Fisher é o mesmo tipo de jogador que eles dois. Sem Monta Ellis no time titular do Warriors, o adversário de Fisher passa a ser Stephen Jackson ou Jason Richardson, ambos mais altos que ele. A arrumação do primeiro jogo, com Gordan Giricek no time titular, ou talvez com Matt Harpring na posição, não diminuiria a velocidade e força do Jazz, ao mesmo tempo que lhes daria um jogador mais alto e forte para marcar esses dois.

A torcida com certeza foi um fator na atuação de Williams, que deve ter sentido a pressão e a dificuldade de comunicação em meio a um oceano de amarelo e um paredão de barulho.

Agora, a enterrada de Davis em Kirilenko, que colocamos aqui no post mais cedo, lembra a de Kevin Johnson em Hakeem Olajuwon nos playoffs de 1995. KJ era muito mais baixo que Davis, Hakeem muito mais alto que Kirilenko, mas ainda se trata de um armador enterrando em cima de um excelente bloqueador, e com um movimento parecido: vindo de um corta-luz na esquerda, com o marcador (Williams) atrasado e dando espaço para a penetração; uma arrancada veloz e a chegada atrasada de Kirilenko, e Davis enterrando com a mão láááááá em cima para não dar chances ao toco. Tá aqui a enterrada do KJ caso vocês não lembrem:

Naquela série, Houston reagiu e venceu, indo até o título. Esperar um título de Utah é demais, mas acho que dá para aguardarmos uma reação do Jazz, que não deve estar nada contente com essa enterrada.

Imagens da terça-feira maio 9, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, fotos, New Jersey Nets, Phoenix Suns, San Antonio Spurs, segunda rodada.
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Vai bloquear a minha bandeja, é? Então toma um toco na cara pra ver se é maneiro”

“Eu sou f…!”

Diaw: “Vocês acham que eu pego essa mulher aí do lado?”, Parker: “Não sei, cara, a Eva vem aí hoje, não posso vacilar na frente dela…”, Turiaf: “Tenta, comigo ela não quer nada por causa da minha juba”

A nova moda em Phoenix é usar band-aid no nariz pra homenagear o nariz sangrando do Steve Nash no jogo 1. É interessante; uma mensagem pro time que a torcida quer sacrifício pelo título.

“Pode me chamar de macaco, de gorila. Mas você tem uma moto dessas? Ou uma gata dessas na garupa??”

Bonito cabelo, Raja!

Fotos: NBAE/GettyImages/Yahoo.com

Nets e Bolão BasketBrasil avançam maio 5, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in bolão, New Jersey Nets, Toronto Raptors.
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Antes de falar do New Jersey e sua vitória sobre Toronto ontem à noite, só quero lembrar aos leitores que o Bolão BasketBrasil dos playoffs continua na segunda rodada. Se você já está participando, não deixe de mandar seus palpites logo! Se ainda não se inscreveu, entre nesta segunda rodada, os jogos terão peso 1,5! Mas faça rápido, pois a NBA passou a perna em todo mundo e antecipou o jogo 1 entre Detroit Pistons x Chicago Bulls para este sábado às 20h de Brasília! (Depois eu esculhambo a arrumação de datas da segunda fase…)

Bom, o Nets. A equipe jogou melhor que Toronto por toda a série e seu trio Jason Kidd-Vince Carter- Richard Jefferson está melhor do que nunca. O que esperar da série contra o Cavaliers?

Em primeiro lugar, Richard Jefferson vai ser chave novamente. Ele vai ter muito trabalho para segurar LeBron James na defesa e vai provavelmente contar com ajuda de Jason Collins e Jason Kidd fazendo marcações duplas. por outro lado, no ataque, ele pode ser utilizado para cansar James. A bola, porém, deve ser dominada por Kidd e Carter na frente, para explorar a grande vantagem atlética de Carter sobre Sasha Pavlovic e a grande vantagem técnica de Kidd sobre Larry Hughes.

O Cavs vai tentar jogar em meia-quadra e forçar o Nets a fazer o mesmo, mas isso não significa que New Jersey terá imensas dificuldades, pois é uma equipe que sabe jogar os dois estilos bem, e esta série contra Toronto provou isto. A chave para o sucesso do Cleveland é o que Drew Gooden e Zydrunas Ilgauskas conseguirão no ataque em cima de Mikki Moore e Jason Collins. Collins é forte e vai incomodar Ilgauskas, que vai precisar ser agressivo para batê-lo. Moore é ágil e Gooden poderia tentar derrotá-lo de costas para a cesta; embora seu jogo de empostação não seja muito bom, Moore também não é nenhum grande defensor no poste baixo. Na defesa, Gooden e Ilgauskas se tornam ainda mais importantes para fechar o jogo aéreo de Kidd-Carter-Jefferson. Pavlovic vai precisar de ajuda nas penetrações de Carter e Ilgauskas, Gooden e Anderson Varejão vão precisar estar prontos para bloquear bandejas ou cavar faltas ofensivas.

Quanto ao Raptors, Chris Bosh deu o ar da graça no último jogo da série, e ficou aquela questão no ar: se o Raptors tivesse jogado desta forma, como nos dois últimos jogos, por todo o confronto, será que já estaria eliminado? Acho que o time poderia até ter avançado, o que é um sinal promissor para o futuro. Certamente, o Raptors precisa de alguns ajustes: melhores defensores, mais um ala que crie jogadas e um pivô mais atlético ajudariam bastante. Mas há bastante esperança, e é torcer para que a última atuação, e não as anteriores, sejam mais freqüentes na carreira de Bosh.

Toronto sobrevive… Por pouco maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in New Jersey Nets, Toronto Raptors.
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Lembram-se do meu último post? Pois bem, desde então o Nets reagiu no segundo tempo e esteve a um ponto do Raptors no minuto final, mas Toronto conseguiu escapar com uma vitória por 98 a 96 em casa e teremos um jogo 6 em Nova Jérsei na quinta-feira.

Vince Carter errou muitos lances livres, mas hoje ele foi agressivo, marcou 30 pontos e quase conseguiu a vitória para o Nets: ele tentou penetrar e conseguir uma jogada de três pontos, sem sucesso porque estava bem marcado; ele então passou para o Bostjan Nachbar, sozinho na ala direita atrás da linha de 3, e fez um bom corta-luz em cima do Andrea Bargnani. Nachbar, porém, acertou a frente do aro, e Anthony Parker pegou o rebote para acabar com a ameaça.

Muito crédito para o Nets. O time defendeu o pick-and-roll à perfeição no segundo tempo e efetivamente anulou o Bargnani. O azar deles é que o Calderón estava jogando muito e sempre que tinha espaço, acertava o arremesso. Morris Peterson também estava muito bem e Anthony Parker acertou alguns chutes importantes. No ataque, New Jersey foi esperto em atacar o garrafão quando o Chris Bosh voltou à quadra, sabendo que ele estava frio e não ia arriscar uma quinta falta. O ala-pivô, pelo menos, acertou três de quatro lances livres no final que mantiveram o time à frente no final.

Toronto tem uma série preocupação para o jogo 6: quem vai ser o armador? TJ Ford se machucou em um lance em que Carter caiu em cima dele, e o Calderón torceu o tornozelo direito nos segundos finais do jogo, forçando o Sam Mitchell a lançar o veterano Darrick Martin em quadra.  Martin não teve de fazer muito, afinal o Nets já tinha de fazer faltas para não perder tempo no relógio e tentar se aproximar. Para o próximo jogo, porém, se ele tiver de ser o titular, vai ficar ruim para o Raptors. Parece que, em casa, o Nets vai vencer de novo e avançar para enfrentar o Cleveland Cavaliers.

Mavs está arrasando o Warriors no começo do jogo, 27 a 13. A torcida do Dallas está indo á loucura. Vamos ver como esse jogo desenrola…

Intervalo de Toronto x New Jersey maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in New Jersey Nets, Toronto Raptors.
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Está 59 a 42 para Toronto. O T.J. Ford não vai poder voltar ao jogo, parece que está doente, mas o José Calderón está bem no comando do time, acertou sete de 11 arremessos e fez cinco assistências, e o Bargnani está sendo incrível – 17 pontos no primeiro tempo e um toco excelente no último lance do primeiro tempo em cima do Antoine Wright. Chris Bosh? Sumido, apagado – dois pontos, dois tocos, três rebotes… e três faltas em 9min37s de jogo. Ele está bem descansado e vai vir com sede no segundo tempo.

O Nets parece que está simplesmente cumprindo tabela, deixando pra vencer essa série em casa. Já cometeu nove desperdícios de bola e só acertou 38,7% de seus arremessos até agora. Isso é perigoso… O Raptors está ganhando confiança.

Raptors mostrando vida maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in chat, New Jersey Nets, Toronto Raptors.
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Está 32 a 13 para o time da casa no finalzinho do primeiro quarto e parece que o calouro italiano Andrea Bargnani enfim chegou à pós-temporada: já tem 13 pontos e está acertando tudo de três pontos. Toronto está mostrando mais inteligência na movimentação de bola e tudo isso com Chris Bosh no banco há um bom tempo. De repente eu me precipitei ao prever a morte do Raptors tão cedo… Se os canadenses continuarem jogando assim pelo resto da partida, o jogo 6 em Nova Jérsei vai ser bom.

Já estou online pra bate-papo se vocês quiserem conversar aí através do chat da nossa página…

Considerações para hoje à noite maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Golden State Warriors, New Jersey Nets, primeira rodada, San Antonio Spurs, Toronto Raptors.
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Primeiro, começo dizendo que o San Antonio Spurs mostrou porque foi campeão duas vezes nos últimos quatro anos e porque ainda é um dos favoritos ao título neste ano. O time permaneceu no jogo contra Denver, nunca deixando a diferença ir além de 10 pontos, e simplesmente elevou seu jogo em ambos os lados no quarto final. A vitória por 96 a 89 foi o resumo perfeito de como se jogar na estrada contra um adversário que tem uma torcida barulhenta: jogue sério e bem fechado, não deixe o placar ficar muito elástico e principalmente, não deixe as grandes jogadas acontecerem, pois elas puxam a torcida e empolgam o time. O Spurs foi quase perfeito em seu approach metódico e a torcida do Nuggets, embora tenha gritado um bocado, nunca influenciou o jogo. É nesse momento que você nota a importância da experiência nos playoffs: o Spurs já esteve em arenas barulhentas o suficiente para saber jogar contra boas torcidas. Se você tem dúvidas disso, é só lembrar as séries contra o Phoenix Suns e Detroit Pistons nos playoffs de 2005 e contra o Sacramento Kings no ano passado – três das melhores torcidas da NBA, e o time conquistou vitórias decisivas fora de casa nas três séries.

E isso me leva aos dois jogos de hoje: Toronto Raptors recebe o New Jersey Nets em casa tentando evitar a eliminação, e o Dallas Mavericks faz o mesmo contra o Golden State Warriors.

Toronto é outro time com uma das melhores torcidas da liga, que canta durante tempos e lembra torcidas européias exatamente por sua cantoria e por não apenas seguir instruções do telão ou do locutor do ginásio. Porém, o Nets é experientíssimo e sabe muito bem jogar nessas condições. Pelo menos, Jason Kidd e Richard Jefferson sabem – Vince Carter teve atuações irregulares nos dois primeiros jogos, com toda a torcida vaiando-o sempre que tocava a bola. Embora essa série não possa mais ser a varrida como aconteceu nas outras três séries do Leste, tem a chance de acabar em apenas cinco jogos, o que já é bem próximo de uma varrida. Eu acredito que veremos um jogo parecido com o jogo 2, bastante equilibrado, e no final vai depender de quem tiver mais sangue frio. New Jersey certamente quer definir a série logo, pois seu time é mais velho que o Cavaliers e não pode ficar muito mais cansado se quiser ter chances de batê-lo nas semifinais de conferência.

O Mavericks, por sua vez, tem suas dificuldades em enfrentar torcidas fortes. É claro, qualquer um teria dificuldades em enfrentar a torcida de Golden State, a melhor dos playoffs até o momento. No ano passado, o time abriu 20 pontos contra o Spurs no jogo 7 das semifinais de conferência e sobreviveu à torcida e à reação graças à excelente jogada de Dirk Nowitzki no final do tempo regulamentar, sofrendo a falta besta de Ginóbili, que tirou a moral do San Antonio e ajudou a acalmar o time. Mas não foi uma atuação de um time que sabe neutralizar torcidas adversárias.

No domingo, o Mavericks deveria ter vencido o Warriors. Dallas enfim conseguiu jogar de igual para igual, dominando o tempo do jogo como queria, e seus jogadores conseguiram ser eficazes nos dois lados da bola. Foi a torcida, a insistência de Baron Davis, a defesa e, talvez mais do que tudo, a sorte que deu o empurrãozinho ao Warriors para vencer o jogo. Hoje, em casa, sem torcida adversária, o Mavericks deve ter uma atuação bem melhor e vencer. A não ser que tudo esteja caindo novamente para Golden State, como no jogo 1, e sua defesa consiga parar tudo, parece para mim que Dallas já sabe como derrotar o rival. Pelo menos, em casa.

O problema para o Mavs, claro, é que mesmo que ganhe hoje, ainda teria de ganhar uma em Oakland na quinta-feira, e aí é que Dallas teria de estudar os teipes dos dois jogos do Spurs em Denver e dos jogos do Nets em Toronto. Afinal, se o time tivesse se esforçado para evitar jogadas como aquela cesta do meio da quadra feita pelo Davis no final do primeiro tempo, teria uma chance muito maior de vencer.

Mesmo sabendo que tem um sexto jogador poderoso em casa para um sexto jogo, o Warriors tem de jogar o máximo que pode nesta terça. Você não quer dar uma chance de respirar a um time como Dallas, primeiro colocado do Oeste e vice-campeão da NBA. O Miami Heat e o Phoenix Suns do ano passado são os exemplos: quando se lembraram de quão bons podiam ser, reagiram e viraram suas séries, contra Mavs e Lakers, respectivamente. Se o Warriors permitir que Dallas tire a pulga de trás da orelha, mesmo a torcida em casa pode não ser suficiente.

Denver x San Antonio rolando maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Denver Nuggets, Houston Rockets, New Jersey Nets, primeira rodada, Toronto Raptors, Utah Jazz, Washington Wizards.
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Dois jogos já terminados nesta segunda: Cleveland 97 x 90 Washington – assim o Cavs varreu o Wizards e seguiu à segunda rodada – e Houston 96 x 92 Utah.

– Foi um bom jogo entre Utah e Houston. Espero que o Dirk Nowitzki tenha visto bem o jogo e visto o que o Tracy McGrady fez: não teve medo de colocar a bola no chão e entrar no garrafão, indo pra finalização. Quando vinha a marcação, passe pra fora, e deu no que deu: 16 assistências, recorde pessoal nos playoffs.

Agora, o que eu não entendi foi o final de jogo do Utah. Com 11s no relógio, o placar estava definido e o Jazz teve a lateral no lado direito da quadra. Passaram para o Matt Harpring, que estava quente no último quarto, e ele foi bloqueado; recuperou a bola e chutou de novo. Yao Ming pegou o rebote com mais ou menos 4s restando. Só que Utah não fez falta! Carlos Boozer e um outro companheiro que não reconheci – acho que era o Derek Fisher – primeiro abaixaram os braços e respiraram, depois olharam para Yao, depois encostaram em Yao meio que dizendo um pro outro, “Vamos fazer falta pelo menos” e ao mesmo tempo meio que tiraram os braços pensando, “Mas acho queo árbitro nem está mais vendo, já deve ter acabado”, e só aí tocou a sirene. A reação do Boozer foi a mesma de todos os torcedores do Jazz: colocou os braços sobre a cabeça e fechou os olhos com uma expressão de “não acredito que isso acabou de acontecer”.

– Não vi os últimos minutos de Cavs x Wizards, mas pelo que vi, até a primeira metade do último quarto, era a mesma coisa de todo o resto da série: Washington lutando e conseguindo uma minúscula vantagem por boa parte do jogo, mas o Cavaliers ligando o motor quando precisava no final para vencer. Existe uma teoria que Cleveland quer copiar o Detroit Pistons em diversos aspectos, por causa do proprietário Dan Gilbert, que tem sua base empresarial lá. Esse hábito de jogar meia-bomba, administrando o jogo contra adversários piores, é típico do Pistons. Para sorte do Cavs, qualquer que seja o próximo adversário, será também abaixo de seu nível e o time não terá de fazer um ajuste enorme – embora tenha de aumentar a intensidade para enfrentar a experiência do Nets.

Tem que ser notado que o Larry Hughes manteve o bom nível dos primeiros jogos da série e parece ter se encontrado como armador e principal criador do Cavs. O Zydrunas Ilgauskas também teve uma boa atuação hoje e isso vai ser importante para a série contra o Nets, que tem um jogo de garrafão que está fazendo um trabalho decente contra o Chris Bosh.

Falando em humilhação… abril 29, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in New Jersey Nets, Toronto Raptors.
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O New Jersey Nets está limpando o chão com o Toronto Raptors no jogo 4. Está 86 a 56 ao final do terceiro quarto.

Quando eu estava vendo alguns jogos do Raptors e pesquisando as estatísticas deles para a apresentação do site, eu notei isso: Toronto é um time muito mediano, muito razoável. Eles não são excelentes nem péssimos em nada; é tudo mediano. Eles não têm nenhuma característica que se destaque muito a não ser pelo bom controle de bola e pelos chutes de três. E se você não tem nada que realmente faça o outro time temer, não tem nada para impor ao adversário, não vai ser uma grande ameaça nos playoffs.

Duas coisas certamente estão afetando Toronto: a ausência do lesionado Jorge Garbajosa, que é o ala titular e dá mais poder de fogo tanto no interior quanto no perímetro, e a inexperiência em playoffs. O time, que era tão bom em não cometer erros, desperdiça bolas e não cria, foge de suas características e se intimida com a velocidade e intensidade do New Jersey. Não parece que vem muito incentivo ou ajuda do Técnico do Ano, Sam Mitchell. Ele também está perdido, o que é um sinal de sua própria inexperiência em playoffs. Mas ele, ele não podia estar assim.

Em casa, Toronto pode até vencer mais um jogo, mas o Nets é demais para este time. O gerente geral Bryan Colangelo ainda vai precisar fazer algumas mudanças neste elenco pra que a próxima temporada seja melhor do que esta.