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Sinceramente? Essa série já acabou junho 13, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Finais, LeBron James, San Antonio Spurs.
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Eu gostaria de acreditar que o Cleveland Cavaliers ainda tem alguma chance de vencer estas Finais da NBA, mas a verdade é que, depois desta derrota por 75 a 72 no terceiro jogo da decisão, o time praticamente entregou de uma vez o tetracampeonato ao San Antonio Spurs. O Cavs ainda pode adiar um pouco seu destino, como por exemplo o Seattle SuperSonics fez em 1996 quando venceu seus dois últimos jogos em casa e forçou um jogo 6 com o Chicago Bulls na casa do adversário, aonde o rubro-negro enfim confirmou seu próprio tetra. Mas vencer quatro jogos seguidos? Não vai acontecer.

Os esperançosos torcedores do time do Anderson Varejão vão provavelmente argumentar que o time esteve a apenas uma cesta do empate hoje, e que o time foi roubado porque LeBron James sofreu falta não marcada no último lance. Mas ignoram que para aquele lance, o Cavaliers foi beneficiado em todas as outras jogadas duvidosas da partida, com inúmeras marcações invertidas por toda sua duração. É verdade, o Spurs tem tido a ajuda da arbitragem por toda a pós-temporada, mas hoje eles poderiam argumentar que foram roubados bem mais que seu rival.

Quer um sinal mais claro que o Cavaliers não tem condições de competir com o Spurs do que o jogo de hoje? Cleveland executou exatamente o que precisava para competir com o Alvinegro texano: parar o trio Parker-Duncan-Ginóbili, contra-atacar com mais velocidade e buscar rebotes ofensivos. E assim mesmo, perdeu o jogo. Por que? Porque San Antonio tem elenco. Cleveland, não. Para vencer o Spurs, o Cavaliers precisa que LeBron jogue da forma que jogou no quarto período por todo o jogo. Infelizmente para eles – e para todos nós, que queríamos muito ver uma final digna e mais atuações primorosas como a do jogo 5 contra Detroit – não só o Spurs faz uma boa marcação, como James parece retraído. Não dá para entender o que se passa na cabeça do garoto.

No início do segundo quarto, LeBron roubou uma bola no meio da quadra e arrancou com tudo à cesta, deixando todo o time do Spurs para trás. O armador reserva Jacque Vaughn só conseguiu impedir a cesta porque se agarrou desesperadamente ao braço de James e ainda meio que deu um tropeção nele – e LeBron continuou indo. O juiz deu falta flagrante. Foi mais uma prova clara que, se ele quisesse, BronBron poderia simplesmente passar por cima da marcação.

Aí, você passa direto para um outro lance, senão me engano também no segundo período, em que o LeBron recebeu a bola no poste baixo direito, de costas para a cesta, marcado pelo Tony Parker. O Parker é um anãozinho magrelo perto do “Rei James”. Em vez de passar por cima e mandar uma de suas enterradas gigantescas para empolgar a galera, ele deu um giro curto e tentou uma bandeja que foi muito curta. Qual foi, James???

Olha, eu não estou dizendo que ele é “uma farsa”, “um fracasso” nem nada disso. É a primeira final do garoto, que só tem 22 anos. Eu só estou apontando que neste jogo ele fez umas decisões medrosas e, como já fez em outros playoffs, ainda tem que aprender a dominar neste estágio também. Pelo que vimos dele na pós-temporada até agora, dá para acreditar que ele pode dominar a NBA sozinho pela próxima década, a la Michael Jordan mesmo. Mas este ano, está difícil. A não ser que ele produza outro “48 Special” e jogue tudo o que sabe, o Cavs não vai durar nem mais um jogo.

Agora, o jogo hoje foi emocionante, mas também foi bem ruinzinho, hein? Se eu não estivesse cumprindo meu dever, teria trocado de canal. Já fui advogado de jogos defensivos – alô, torcedor do Pistons – mas uma coisa é você ver um jogo em que há muitos tocos e roubos de bola, e outra coisa é você ver o Sasha Pavlovic – que jogou bem – errar uma bandeja em contra-ataque, e depois o Brent Barry dar um passe na altura do Tim Duncan, só que para o Tony Parker, em outro contra-ataque. E outra coisa ainda pior é ver o Cavs errar chute de 3 atrás de chute de 3, todos livres. O Sasha acabou marcando as duas cestas de 3 do time no último quarto, mas eu queria ver quantos arremessos ele errou de lá nos playoff… Entre a final do Leste e as Finais, o aproveitamento dele tem sido péssimo.

E o Boobie Gibson, coitado… Gastou muita energia defendendo o Parker, acabou jogando mal do outro lado. É outra coisa ter que atacar a primeira unidade do Spurs, que se ajustou bem para fechar não só as penetrações de LeBron, mas as suas também. Agora as pessoas têm de dar crédito ao Mike Brown também por entender que o Gibson causava mais impacto saindo do banco do que como titular… Nesta temporada. Se no ano que vem o Gibson não for titular desde o começo, aí já vai ser “teimosia”.

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LeBron rabiscado junho 12, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, curiosidades, Finais, LeBron James, TV.
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No TrueHoop, um dos blogs que mais usamos como fonte no BasketBrasil, o Henry Abbott divulgou este vídeo de um artista de Cleveland que usa o etch-a-sketch (eu não lembro o nome desse brinquedo em português, mas como os anos 80 viraram moda, aposto que metade de vocês sabe), criando uma imagem do LeBron James só usando esse brinquedinho. O resultado é incrível.

Vou te dizer, esse videozinho me deixou mais empolgado pra esse jogo 3 de hoje à noite do que qualquer coisa que o Cavs fez até agora. O carinha bem podia fazer um rabisco desses do Anderson Varejão também, né?

Da mesma fonte, informo que o LeBron entrou em quadra três horas antes do início do jogo – ou seja, mais ou menos uma hora e meia atrás – sozinho pra praticar seu arremesso, meio como fez antes do jogo 3 contra o Detroit Pistons nas finais do Leste. Será que teremos uma repetição daquele jogo? A propósito, o Larry Hughes está sentindo muita dor no pé e pode ser que as preces dos torcedores do Cavs finalmente sejam atendidas e Daniel “Boobie” Gibson seja o titular hoje.

E numa última nota, como esperado, a audiência do jogo 2 caiu ainda mais em relação ao jogo 1, com 5,6 pontos e 10% dos televisores ligados. Hoje deve haver uma boa melhora, mas será que vai ser o suficiente para salvar a média geral da série? Veremos…

Sinal preocupante para a NBA junho 9, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Finais, LeBron James, Tim Duncan, TV.
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Eu apurei, escrevi e publiquei a matéria sobre essas Finais entre Cleveland e San Antonio serem boas para a televisão americana, mas a evidência foi contrária: o primeiro jogo das Finais foi o de pior audiência de todos os primeiros jogos de Finais da NBA em horário nobre nos Estados Unidos.

Há muitas desculpas que podem ser dadas. Uma, a ABC, canal que transmite a decisão lá, não deve ter feito um bom trabalho na divulgação da partida; já aconteceu antes, com a emissora passando mais comerciais de outros esportes como Nascar no horário nobre do que de decisões anteriores da NBA. Outra é que San Antonio é um mercado pequeno da NBA, e Cleveland também não é dos maiores mercados dos Estados Unidos. Além disso, o jogo foi chato, amarrado, como eu sabia que seria. Quem esperava que fosse ser mais aberto que um Detroit x San Antonio claramente não viu o Cavs jogar durante este ano: um time que se fecha atrás e raramente sai em velocidade para o contra-ataque, sempre controlando minuciosamente sua posse de bola.

Mas não importam as desculpas. Apesar de tudo isso, a mera presença de superastros como LeBron James e Tim Duncan já deveria ser o suficiente para garantir uma boa audiência, e claramente não é mais. O interesse americano pode aumentar com o decorrer da série, mas o fato de o primeiro jogo de Finais da carreira de LeBron atrair apenas 11% dos telespectadores americanos indica que 1- A NBA realmente está em plena decadência no interesse dos americanos, e 2- James talvez não seja o megaastro que se apregoa por aí. Afinal, mesmo a final entre Miami Heat e Dallas Mavericks do ano passado, com alguns superastros, seria considerada um pouco menos intrigante do que a de agora, que coloca dois ícones da NBA (James e Duncan) em oposição, e mesmo assim ela teve uma audiência levemente superior.

Conforme os dados que coloquei na matéria sobre as audiências (minha fonte foi a Wikipédia), entre 1982 e 2002, nenhuma final da NBA teve menos de 10 pontos de audiência de média, e se você analisar só a década de 90 – que teve suas finais entre mercados fracos em 90, com Detroit x Portland, e 95, com Houston x Orlando – nenhuma foi inferior a 12 pontos – descontando Spurs x Knicks em 99, um 11,3 que tem de levar em consideração o desinteresse criado com a greve dos jogadores que durou quase meia temporada.

Talvez tenha a ver com as personalidades de Duncan e James. Duncan já é conhecido por sua falta de expressão, seu rosto quase imutável (já apelidado pelo Rubens de “Robot”). James é um jogador que faz coisas extraordinárias em quadra e possui uma capacidade atlética incomum, mas é difícil de se identificar com ele. Um garoto que desde os 16 anos de idade já era bajulado por todas as autoridades do basquete do mundo, que raramente teve de superar grandes obstáculos e dúvidas, que desde cedo recebeu muita atenção da mídia e contratos multimilionários de patrocínio. Ele se porta como já se fosse um ícone global (ele mesmo disse que era isso em uma entrevista durante esta temporada), mas tudo o que diz e faz parece ser treinado. Sua emoção em quadra às vezes parece um pouco artificial – aquelas caras de mau que ele faz após algumas enterradas e boas jogadas – e seu senso de humor também não é lá dos melhores.

Dwyane Wade tem o sorriso e teve de passar por várias provações (veio de uma universidade relativamente pequena, caiu para quinto no draft, ficou à sombra de James e Anthony); Carmelo Anthony, com todas as suas falhas e ligação ao gueto e às ruas, parece um pouco mais real e humano; Shaquille O’Neal sempre foi bajulado e é um sujeito enorme, mas seu senso de humor sempre conquistou a torcida; Kobe Bryant é tão polêmico e genuinamente competitivo que atrai a atenção; Michael Jordan também tinha aquele ímpeto competitivo maníaco, falava sujo, tinha o senso de humor e o sorriso e passou por várias provações (ser cortado do time de colegial, ser passado no draft por Hakeem Olajuwon e Sam Bowie). Talvez falte a James ainda uma capacidade de cativar o espectador além de seu basquete. Não sei, estou teorizando.

A liga vem tentando passar a imagem de que estamos numa nova era de ouro, com novos megaastros e maior competitividade, mas aparentemente, é uma ilusão. O apelo de suas estrelas parece ter diminuído consideravelmente nos EUA e a NBA é mais assistida fora de seu próprio país do que nele. Será? É algo a se pensar, a não ser que a audiência dê um salto e demonstre que realmente ainda existe esse mega-interesse.

LeBron perderá nascimento de segundo filho para jogar Finais junho 7, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Finais, LeBron James.
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Por João Oliveira

Como se as Finais da NBA não fossem o bastante, o astro do Cleveland Cavaliers, LeBron James, terá outro motivo igualmente importante para comemorar em breve. A namorada do atleta, Savannah Brinson, está grávida do segundo filho do casal e ele nascerá durante a série decisiva contra o San Antonio Spurs. Isso impede a jovem estrela de vê-lo nascer.

O All-Star, que vive o melhor momento de sua carreira profissional, não do que reclamar de sua vida pessoal. LeBron e Savannah esperam ansiosamente o nascimento do segundo filho e James espera dar um presente especial para seu caçula: o título da NBA. O casal teve seu primeiro filho em 2004, quando nasceu LeBron James Jr.

“É fantástico”, disse James nesta terça-feira. “Quando você tem outra criança e tem mais responsabilidades é uma sensação muito boa. Eu acho que um homem só ganha com isso. Eu estou passando por uma etapa muito boa em minha vida. Eu sempre sonhei em estar nas finais e esse é um desejo que estou realizando. O nascimento do meu filho só me faz crescer mais ainda”, concluiu.

O parto de Brinson está marcado para o dia 17 de junho. Se tudo acontecer normalmente e o Cavs conseguir levar a série até o quinto jogo, LeBron estará em quadra justamente no dia do nascimento de seu filho. No dia 17, um domingo, o Cleveland receberá a visita do San Antonio pelo Jogo 5 das Finais, caso isso se concretize.

Entretanto, se sua esposa tiver o filho antes do previsto, ou depois, quando o time estiver no Texas, James não terá tempo para ver seu filho no hospital. O astro de 22 anos falou sobre a possibilidade de não ver o bebê nascer: “Minha família sabe que isto é muito importante para mim e para meus companheiros”, disse. “Eu sentei com Savannah e conversei sobre isso e ela entendeu a situação. Minha família também não se opôs. Ela sabe que se o filho nascer quando eu estiver em Cleveland, irei ficar ao lado dela”, finalizou.

James foi criado apenas por sua mãe. Seu pai a largou quando ele era pequeno e, desde então, LeBron nunca mais o viu. Depois que ganhou o jogo de sábado, que garantiu o título da Conferência Leste para o Cavs, James carregou orgulhosamente seu filho de 2 anos por toda a celebração.

Final entre Cavs e Spurs deixa TVs americana e brasileira esperançosas junho 6, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Globo.com, LeBron James, San Antonio Spurs, TV.
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Enquanto o site passa por dificuldades técnicas, estaremos postando nossas matérias aqui. Não deixem de acompanhar…

Nos Estados Unidos, o confronto entre Cleveland Cavaliers e San Antonio Spurs nas Finais da NBA foi considerado um alívio para a emissora de TV aberta ABC, que tem esperanças de ter uma audiência melhor que nas decisões dos últimos anos. Para o Brasil, o alívio pode ser ainda maior, no retorno das Finais à TV a cabo após dois anos ausente.

O pesadelo das emissoras americanas era um novo encontro entre San Antonio Spurs e Detroit Pistons, como em 2005, que apesar de produzirem uma audiência favorável em seu último jogo, com 11,9 pontos no indíce Nielsen (o Ibope americano), terminou com uma média de apenas 8,2 pontos por jogo, a segunda pior desde 1981, quando as partidas não foram exibidas ao vivo. Desde que a ABC começou a transmitir as Finais, em 2003, apenas uma série superou os 10 pontos de média, o confronto entre Los Angeles Lakers – time que mais traz audiência na NBA – e o Pistons em 2004, com 11,5 pontos. O Spurs esteve na final menos assistida da história da liga, em 2003, quando sua vitória sobre o New Jersey Nets teve média de 6,5. Antes de 2002, nenhuma final tinha tido menos de 10 pontos de audiência desde 81.

Após seu terceiro título em 2005, o Spurs se consolidou como um dos times de maior sucesso da liga e hoje o ala-pivô Tim Duncan é considerado um dos maiores vencedores em atividade na NBA, no mesmo nível que o pivô Shaquille O’Neal. Ainda assim, seu estilo de jogo é considerado chato, e o time continua a atrair pouca audiência. Neste ano, seus dois jogos de finais da Conferência Oeste na ABC, contra o Utah Jazz, tiveram apenas 3,1 pontos, uma queda de mais de 40% para o ano passado, quando a emissora transmitiu jogos entre Detroit e Cleveland e Detroit e Miami Heat. Por outro lado, San Antonio esteve nos dois jogos de maior audiência da ABC neste ano, com 3,4 e 3,5 pontos em confrontos com o Phoenix Suns nas semifinais.

O confronto entre Duncan e o astro em ascensão LeBron James, considerado por muitos o “novo Michael Jordan”, está sendo promovido com força para tentar puxar a audiência para cima e é a grande esperança da emissora. O único jogo de playoff do Cavs transmitido pela ABC teve apenas 2,4 pontos, o jogo 1 das semifinais do Leste contra o New Jersey Nets, mas na TV a cabo James foi um sucesso. Os jogos 5 e 6 das finais da conferência, em que o astro marcou 48 pontos no primeiro e liderou a eliminação do Pistons no segundo, estiveram entre as três maiores audiências da semana, e ajudaram a colocar a emissora TNT no topo das emissoras a cabo.

Se James tiver efeito parecido com o de Jordan, a ABC pode comemorar: nenhuma das finais disputadas pelo Chicago Bulls teve média inferior a 14 pontos, e a final de 1998 com o Utah Jazz bateu o recorde da liga com 18,7 pontos. Neste ano, o futebol americano mostrou que uma estrela individual pode ajudar a empurrar a audiência: a primeira aparição em um Superbowl do incensado quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, foi considerado o fator principal para que se tornasse a segunda final da NFL mais assistida na história.

No Brasil, não é tanto a estrela de James ou o confronto com Duncan que pode ajudar a audiência, e sim a presença de um jogador do país pela primeira vez na história: o ala-pivô capixaba Anderson Varejão. A identificação com um atleta nacional tem sido a maior força dos jogos da NBA no país, e os números da emissora a cabo ESPN Internacional, principal transmissora dos jogos da liga no Brasil, comprovam.

As quatro melhores audiências da emissora na temporada envolveram jogos com times brasileiros, batendo os 30 mil espectadores por minuto – o que, para TV a cabo, é um número excelente. Melhor ainda é que Spurs e Cavaliers estiveram envolvidos em três desses quatro jogos – um deles foi justamente o encontro de 3 de novembro, vencido pelo Cavaliers em San Antonio por 88 a 81, e que teve 31.040 espectadores em média e um total de quase 265 mil pessoas passando pelo canal durante a transmissão.

“Para as Finais, com toda essa divulgação em cima do Varejão, podemos aguardar um aumento, algo em torno de 50 mil pessoas por minuto. Quem sabe chegar a 350 mil pessoas passando pelo canal”, diz Luciano Silva, editor de basquete da ESPN Brasil, que também cuida da NBA no canal internacional, hoje integrado ao brasileiro.

Na última vez que as Finais passaram na ESPN, em 2004, ainda não havia a integração. Desde então, a emissora não passou as finais por dois anos: em 2005, ficou a cargo do canal FX, na época um canal a la carte em poucas operadoras de cabo, e no ano passado foi exclusividade do site GloboEsporte.com, mas fechado a assinantes de um pacote especial. Nesta temporada, o site abriu a transmissão de seus jogos para todos os assinantes do portal Globo.com, mas por questões contratuais teve de fechar novamente sua transmissão das Finais a quem comprar o pacote especial.

A presença de Varejão não foi o que motivou a criação do pacote, garante o comentarista do site e autor do site Rebote, Rodrigo Alves. “A questão do pacote estava prevista no contrato com a NBA desde o início da temporada. Não anunciamos antes porque a empresa estava tentando encontrar uma forma de mudar o cenário e abrir para os assinantes. Eu e (o narrador) Roby Porto brigamos muito para que isso acontecesse, mas não foi possível mudar o contrato”, explicou Rodrigo, que acha que a transmissão por parte da ESPN Internacional não comprometerá o sucesso do site.

“Eu, particularmente, nunca vi a Globo.com como concorrente da ESPN, e sim como uma alternativa a mais para quem gosta de NBA. É óbvio que a primeira opção de qualquer pessoa é ver um jogo na TV, em vez da tela pequena do computador. Nosso número de espectadores na final certamente não será o mesmo que tivemos até agora, mas já tem gente comprando o pacote. O que pesa a favor da nossa transmissão é a interatividade, com o chat ao vivo durante todo o jogo. A coisa vira literalmente um grande bate-papo enquanto a partida está rolando, fica mais informal”, explica.

Embora não tenha os dados exatos, Rodrigo confirmou que a audiência do site cresceu dos playoffs do ano passado para este, mas atribui a ascensão a mais do que o sucesso dos brazucas: “A transmissão mudou bastante, o estúdio melhorou, a qualidade do vídeo também, a assinatura da NBA neste ano foi estendida a todos os assinantes de banda larga da Globo.com, e ainda tivemos promoções com produtos oficiais da liga em quase todas as transmissões, o que ajuda”.

Luciano, por sua vez, diz que a ESPN focará sua cobertura em cima de Varejão, aproveitando a feliz coincidência de que volta a transmitir as Finais justamente na primeira participação do capixaba. “A primeira entrevista que ele deu foi aqui (na ESPN Brasil). O primeiro título teve transmissão da ESPN Brasil. Acompanhamos o primeiros campeonato pela Seleção Brasileira. Fizemos a despedida dele quando viajou para o Barcelona. Mostramos o título dele na Euroliga. Também fizemos ao vivo o draft do Varejão (o mesmo em que Rafael “Baby” Araújo foi escolhido na loteria pelo Toronto Raptors). Na primeira temporada dele na NBA, fomos até Cleveland e produzimos um especial (que será reprisado ainda nesta quarta, às 19h30min). E agora, vamos mostrar todos os jogos de sua primeira final de NBA”, conta o editor.

LeBron vs Spurs, vantagem… LeBron?? junho 5, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Finais, LeBron James, San Antonio Spurs.
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Olha, eu estou entre os que acham que o Cavaliers não tem chances de ganhar esta final da NBA, e eu acho que jogos de temporada regular não significam nada para analisar o que vai acontecer na pós-temporada – por isso que não levo em consideração que o Cavs venceu o Spurs nas duas vezes que se enfrentaram durante o campeonato, especialmente porque ambos os times eram bem diferentes do que são hoje. Por exemplo, Ginóbili ainda era titular, Oberto e Elson ainda estavam aprendendo a jogar com a equipe; Larry Hughes ainda não tinha sido passado a armador titular, Pavlovic ainda estava no banco de reservas e Daniel Gibson não era nem o oitavo homem na rotação.

Mas o Henry Abbott, do blog TrueHoop, analisou todas as posses do LeBron James contra o Spurs nos dois jogos disputados e está convencido que o Spurs não consegue pará-lo. São comentários pertinentes, me fez repensar o que esperar desta série, e recomendo que dêem uma olhada também.

O show de LeBron junho 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, LeBron James.
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O WordPresss não tem cooperado muito conosco, mas vamos tentar postar hoje… Por enquanto, aparentemente está dando certo.

Para quem não viu, este vídeo tem os 29 pontos que LeBron James marcou a partir do último quarto, 29 dos últimos 30 pontos do Cleveland Cavaliers, na vitória sobre o Detroit Pistons por 109 a 107 em dupla prorrogação ontem à noite. Foi uma atuação histórica, incrível. Parece que é pura babação de ovo, mas não é. O cara jogou muito mesmo. Vejam por si próprios:

Se o WordPress cooperar, volto mais tarde com mais comentários sobre isso. Cleveland lidera a série final do Leste por 3 a 2 e pode se classificar às Finais com uma vitória em casa amanhã, às 21h30min.

LeBron “youtuba” Rasheed maio 28, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in LeBron James, video.
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Antes de postar o Top 5 do jogo entre Cavs e Pistons de ontem, vai o replay apenas da monstruosa enterrada do LeBron James em cima do Rasheed Wallace, no último quarto. Sinistra. Já entrou na concorrência com a enterrada do Baron Davis sobre o Andrei Kirilenko entre as mais sensacionais da pós-temporada.

E sim, eu estou adotando “youtube” como um verbo no lugar de “posterizar”, já estão usando isso por toda internet… Afinal, hoje em dia, quando alguém faz uma enterrada monstruosa, sempre aparece no youtube, não é? Então faz sentido.

LeBron empolgado para o jogo 3 maio 27, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in LeBron James, video.
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Será que o Anderson Varejão devia deixar o LeBron James fazer os arremessos debaixo de sua própria cesta agora?

Quando o LeBron jogava futebol americano na escola, ele era ou running back ou wide receiver… Mas pelo visto, leva jeito pra quarterback também…

A verdadeira razão para a derrota do Cavs no jogo 2 maio 25, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Cleveland Cavaliers, Detroit Pistons, finais de conferência, LeBron James, Pick-and-Roll, video.
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Eu vou deixar bem claro, como sempre deixei: sou torcedor do Detroit Pistons e sim, minha visão pode estar sendo afetada por isto. Mas aqui vai minha defesa de como os árbitros estavam certos quanto ao lance final da vitória do Pistons sobre o Cleveland Cavaliers por 79 a 76.

Vejam os momentos finais do jogo neste vídeo:

Como os comentaristas da TNT dizem (pela voz, o narrador deve ser o Marv Albert e os comentaristas são ou o Doug Collins ou o Steve Kerr), o Richard Hamilton tinha posição contra o LeBron James, não saltou, e apenas colocou o braço para cima, não tentou dar uma machadada no ato do arremesso. James força o contato, pulando para a frente e jogando seus braços em direção do Rip para bater em seu braço. Antes, enquanto ele carregava a bola ao garrafão, Rip dá, sim, vários cutucões nos braços de James, mas nenhuma pancada. Eu te pergunto: não é a mesma coisa que o Bruce Bowen faz TODOS OS JOGOS sem que seja marcada falta? Por que haveria de ser agora? Os árbitros foram consistentes. Algo raríssimo na NBA hoje em dia.

Na imprensa americana, estão argumentando que deram uma falta de toque do Dirk Nowitzki em Dwyane Wade no jogo 3 das finais do ano passado que foi muito mais duvidosa que esta. E daí? Como os próprios americanos dizem, dois erros não tornam um certo. É muito curiosa essa imprensa: vive reclamando que os superastros recebem a vantagem nas marcações, mas quando os juízes não dão a falta, reclama também! E se vamos falar de erros da arbitragem, por que o foco apenas nesta falta no final? Que tal o toco limpíssimo de Antonio McDyess em Sasha Pavlovic, em um contra-ataque, em que os juízes marcaram “bola na descendente” quando ela mal tinha saído da mão do sérvio? Que tal a roubada limpa de Chauncey Billups em LeBron no último quarto, em um contra-ataque, que rendeu dois lances livres ao astro?

Aliás, que tal mencionarmos que LeBron não deveria nem estar em quadra no jogo 2, após receber falta flagrante 2 por um lance no jogo 1? Kobe Bryant foi suspenso duas vezes pelo mesmo tipo de lance, e James jogou sem problemas. Isso indica favorecimento – ou perseguição a Bryant.

O lance de Rasheed Wallace com Anderson Varejão – No BasketBrasil, temos a seguinte política: temos de dar destaque aos jogadores brasileiros; afina, o site carrega o nome do país no logo, e o maior interesse de quem acessa a página é pelos jogadores brasileiros que nos representam no basquete internacional. Porém, nosso papel é apenas este: destacar e divulgar, não torcer ou babar ovo, como acontece em muitos veículos da grande imprensa. Por isso, não tenho por que torcer para o Cleveland Cavaliers, e nenhum de vocês é obrigado a isso. É completamente compreensível que um brasileiro torça para os times que têm brasileiros, afinal você se identifica com o jogador por ser de sua nacionalidade, e é claro que o progresso do jogador no cenário internacional é interessante para o basquete nacional. Mas nosso papel não é torcer ou favorecer, é apenas destacar e informar. Dar crédito quando é merecido e criticar quando couber.

Varejão é um dos meus jogadores favoritos, ponto, não apenas entre brasileiros, assim como Tiago Splitter, Leandrinho e Alex. Isto dito, é claro que ele é espalhafatoso demais e força quedas para arrancar faltas ofensivas. No lance em que Rasheed o empurra e recebe a bola para a cesta vitoriosa, não dá para saber se Wallace o empurrou mesmo, porque Varejão se joga com tanta dramaticidade pra trás que denuncia contra ele. Que Wallace tinha seu antebraço no peito de Anderson – e isso provavelmente já valeria a falta em vários lances – não há dúvidas. Que ele empurrou? Não sei. Rasheed é experiente o suficiente para saber que não podia empurrar Varejão naquele momento, mas também é esperto para saber que o brazuca faria um teatro que deixaria os árbitros em dúvida. Então, ele pode mesmo ter empurrado, sabendo que Anderson aumentaria o drama e se jogaria, perdendo o crédito. Fica a lição para Anderson: nessas horas, às vezes a atuação é desnecessária.

O ponto disso tudo é o seguinte: Cleveland não perdeu o jogo nesses dois lances. Perdeu porque não tem frieza nos momentos decisivos (viu a cara de desespero de todo mundo no banco após James errar a cesta? E como Hughes erra aquele arremesso COMPLETAMENTE LIVRE ao pegar o rebote??) e porque não joga terceiros quartos. Só 13 pontos no período? E deixou uma vantagem de 12 pontos no intervalo cair para apenas 3? Como eles querem vencer assim? E mais, encheram o saco do LeBron James pra arremessar mais, ser mais agressivo, etc… Pois achei que ele jogou levemente melhor no primeiro jogo. Foi muito mais ativo nos rebotes, achou os companheiros livres para cestas, e teve um aproveitamento melhor, acreditem – acertou 5 de 15 arremessos; desta vez, foram 7 acertos em 19 chutes, incluindo dois erros em sete lances livres. James continua muito bem marcado, e isso está abrindo muito espaço na linha de 3 pontos, que o Cavs precisa aproveitar bem melhor – acertou pouco mais de 30% ontem.

Bom, é isso. Fica sendo esse o Pick-and-Roll também desta sexta-feira: o que vocês acharam dos dois lances?