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Baron Davis e Jason Richardson jogam hoje maio 15, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Amaré Stoudemire, Baron Davis, Golden State Warriors, Phoenix Suns, San Antonio Spurs, segunda rodada, suspensões, Utah Jazz.
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Foi anunciado agora à tarde que Baron Davis e Jason Richardson não serão suspensos e jogarão a quinta partida da série do Golden State Warriors contra o Utah Jazz hoje à noite. A falta de Davis foi aumentada para flagrante 2, o que significaria expulsão automática se marcada durante o jogo.

Já na série Spurs x Suns, Amaré Stoudemire e Boris Diaw serão suspensos por um jogo e ficam de fora na quarta-feira, enquanto o Robert Horry fica de fora dois jogos. Injustiça com o Suns,  que lutou duro para vencer fora de casa apenas para ficar sem dois de seus jogadores mais importantes na quinta partida, em casa. Se perder, volta para San Antonio precisando de uma vitória para evitar a eliminação. O Suns vai precisar de uma atuação perfeita para superar o Spurs amanhã.

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O fim-de-semana dos playoffs maio 14, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Chicago Bulls, Detroit Pistons, Golden State Warriors, Phoenix Suns, San Antonio Spurs, segunda rodada, Técnico do Ano, Utah Jazz, video.
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Bom, primeiramente queria me desculpar por nenhuma atualização ontem… Tive uma febre. Tive de ver o Detroit apanhar do Chicago doente de cama! Que droga, né. Bom, não se você for torcedor do Bulls.

Vamos à análise do que transcorreu nos últimos três jogos dos playoffs:

– O Suns foi abrir a boca pra falar do Spurs, dizendo que era um time sujo… E os árbitros respondem dando total vantagem nas marcações para San Antonio! Foi meio que um “se você vai ficar chamando a atenção do público para nossos erros, vai sofrer” dos árbitros. Bruce Bowen comprovou ser um jogador sujo com sua joelhada em Steve Nash, e o Suns quase caiu na provocação. (o Bowen previu corretamente: “Com toda a controvérsia ao meu redor, isso provavelmente vai parar no YouTube”. Toouché, Bruce:)

Mesmo que os árbitros não dessem a vantagem das marcações para o Tim Duncan em mais da metade dos lances, teria sido difícil mesmo para o Suns derrotar o Spurs. Leandrinho jogou mal e Steve Nash teve um péssimo primeiro tempo. Por todo o segundo tempo, e especialmente quando Nash finalmente começou a acertar seus chutes, eu me lembrava que Phoenix venceu jogos desta maneira a temporada inteira. O problema é que desta vez se tratava de San Antonio: um time veterano, que executa com perfeição nos minutos finais. O Suns pode ter seus altos e baixos contra New Jersey ou Dallas, mas não contra um time disciplinado e experiente como o Spurs. Se quiser vencer hoje, Phoenix precisa ser perfeito.

– A mesma coisa pode ser dita de Chicago em relação a Detroit: para vencer o Pistons, o Bulls precisa ser perfeito, e foi o que aconteceu no domingo. Detroit enfim assumiu sua personalidade de “ligar e desligar o interruptor”. Após um excelente começo de segundo quarto, o time se desligou no final do período e teve muito menos energia e disposição que seu rival. Quando jogou o que sabe, conseguiu reduzir a sete pontos, mas já era tarde. Se vencesse, seria injusto, pois o Bulls foi superior.

A pressão ainda está toda sobre Chicago, mas é bom que o Pistons aprenda agora que ele, também, tem de jogar 100% para derrotar o Bulls. Principalmente agora que o rival acordou para a série.

– Dizer que Utah surpreende não seria verdade. É simples: o Jazz tem a presença de garrafão que o Dallas não tinha, o que é o fator decisivo para derrotar Golden State. Embora os críticos insistam que a NBA está mudando e os pivôs não tenham a mesma importância, está claro que eles ainda causam impacto. O problema é que os analistas não consideram alas-pivôs como pivôs, mas Carlos Boozer, Tim Duncan e Chris Webber são pivôs capazes de jogar como alas. Daí o nome de sua posição!

Muito se fala sobre como Phoenix gosta de arremessar o mais rápido possível; pois Golden State faz o Suns parecer uma tartaruga. Os jogadores passam a bola, atacam a cesta e chutam de qualquer lugar – e quando eu digo qualquer lugar, quer dizer qualquer lugar mesmo. Lembram-se nos games antigos de NBA que a bola pegava fogo? Deve ser assim que eles sentem a bola em suas mãos. Quando as bolas estão caindo, ótimo. Quando elas páram de cair – e jogar neste estilo tem de cansar os braços e as pernas alguma hora -, fica difícil, e foi o que aconteceu ontem no final.

O Jazz está executando perfeitamente seu plano de ação e muito crédito tem de ser dado ao técnico Jerry Sloan; afinal, o time é quase que completamente inexperiente em playoffs, e já conseguiu superar um time forte como Houston em um jogo 7 fora de casa E derrotou o Warriors na arena mais barulhenta dos Estados Unidos. Só demonstra como foi uma injustiça ele não receber finalmente o prêmio de Técnico do Ano, enquanto o receptor do prêmio, Sam Mitchell, assiste à segunda rodada dos playoffs de casa após seu time, terceiro melhor de sua conferência e dono de um dos melhores jovens alas-pivôs da liga, ter sido eliminado por uma equipe que não consegue buscar sequer um rebote ofensivo. Em anos anteriores, o crédito ficou para John Stockton e Karl Malone; qual é a desculpa agora?

Dois jogos de brazucas hoje maio 12, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in chat, Cleveland Cavaliers, Golden State Warriors, New Jersey Nets, segunda rodada, Utah Jazz, video.
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Hoje, às 18 horas de Brasília, o Cleveland Cavaliers do Anderson Varejão enfrenta o New Jersey Nets fora de casa no terceiro jogo da série, com transmissão do globoesporte.com e TV Esporte Interativo, e às 21 horas o Leandrinho e o Phoenix Suns visitam o San Antonio Spurs pro jogo 3, com transmissão da ESPN Internacional. Eu estarei online para chat durante o jogo do Cavs, talvez para o jogo do Suns também.

O Cavs tem dominado o Nets completamente nos rebotes e no garrafão. O que New Jersey vai fazer? Toda a crítica americana está com mania de sugerir agora que, sempre que um time tem dificuldade nessas áreas, que comece a correr com um time mais baixo. Mas quem o Nets vai escalar então? Eddie House? Marcus Williams? Antoine Wright?

Que tal simplesmente cobrar mais de seus pivôs titulares, Jason Collins e Mikki Moore, que não têm sido capazes de buscar nenhuma sobra de arremesso? Na série contra o Toronto Raptors, eles fizeram um trabalho bem melhor em segurar Chris Bosh, que embora fosse estreante em playoffs, tem mais talento e agilidade que ambos Zydrunas Ilgauskas (pelo menos agora que o lituano está envelhecido) e Drew Gooden.

Que tal uma maior dedicação à marcação em zona? O time não consegue parar LeBron James. Isto é parte de seus problemas no garrafão: James é na verdade o melhor jogador de empostação do Cavs, o que é uma característica que o aproxima de Michael Jordan, que freqüentemente superava seus pivôs em capacidade de jogar de costas para a cesta e atacar a tabela (mas prestem atenção, eu não disse que ele é bom como MJ, é só uma característica em comum!!).

O banco do Nets também é muito fraco. Tire Bostjan Nachbar e você não tem quase nada: House é de lua e é péssimo na defesa; Williams, Josh Boone e Hassan Adams são calouros e ainda não estão preparados para carregar o time. A equipe continua muito dependente de Kidd-Carter-Jefferson, e é por isso que dificilmente vai virar esta série. Com Hughes, Pavlovic e James, o Cavs tem um trio capaz de responder no mesmo nível, e vantagem em todas as outras posições.

Mais tarde, falo de Suns x Spurs.

– Ontem o Warriors aproveitou a força da torcida e todos os seus chutes caíram. Foram 15 bolas de três pontos certeiras em 32 arremessos, é sacanagem, né não? Assim até eu.

O Don Nelson reconheceu que, com Al Harrington, o time abre a defesa do Jazz e diminui o impacto de seus pivôs no jogo. Ao mesmo tempo, a vitória de Golden State pode ser creditada à fraca atuação de Deron Williams, que havia sido espetacular nos dois primeiros jogos, e de Derek Fisher, cujo “momento” ganho no segundo jogo não continuou no segundo. Na verdade, Fisher talvez funcionasse melhor como reserva nesta série. Williams vinha cuidando bem de Baron Davis porque ambos têm características parecidas, e Fisher é o mesmo tipo de jogador que eles dois. Sem Monta Ellis no time titular do Warriors, o adversário de Fisher passa a ser Stephen Jackson ou Jason Richardson, ambos mais altos que ele. A arrumação do primeiro jogo, com Gordan Giricek no time titular, ou talvez com Matt Harpring na posição, não diminuiria a velocidade e força do Jazz, ao mesmo tempo que lhes daria um jogador mais alto e forte para marcar esses dois.

A torcida com certeza foi um fator na atuação de Williams, que deve ter sentido a pressão e a dificuldade de comunicação em meio a um oceano de amarelo e um paredão de barulho.

Agora, a enterrada de Davis em Kirilenko, que colocamos aqui no post mais cedo, lembra a de Kevin Johnson em Hakeem Olajuwon nos playoffs de 1995. KJ era muito mais baixo que Davis, Hakeem muito mais alto que Kirilenko, mas ainda se trata de um armador enterrando em cima de um excelente bloqueador, e com um movimento parecido: vindo de um corta-luz na esquerda, com o marcador (Williams) atrasado e dando espaço para a penetração; uma arrancada veloz e a chegada atrasada de Kirilenko, e Davis enterrando com a mão láááááá em cima para não dar chances ao toco. Tá aqui a enterrada do KJ caso vocês não lembrem:

Naquela série, Houston reagiu e venceu, indo até o título. Esperar um título de Utah é demais, mas acho que dá para aguardarmos uma reação do Jazz, que não deve estar nada contente com essa enterrada.

Jazz e Warriors iniciam série como “azarões” maio 7, 2007

Posted by mauricio50 in Golden State Warriors, Utah Jazz.
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Ao contrário da outra semifinal da Conferência Oeste da NBA, entre os favoritíssimos Spurs e Suns, Utah Jazz e Golden State Warriors iniciam nesta segunda-feira uma briga particular contra o status de “azarão” que recai sobre as equipes. Ambos os times eliminaram seus oponentes na primeira rodada do mata-mata da liga norte-americana de basquete atuando sem a vantagem de decidir em casa. O Jazz derrotou o Rockets fora de casa apenas na sétima e última partida, mas o Warriors não ficou atrás, eliminando o super-favorito Dallas Mavericks em seis jogos. Os dois times são incógnitas, pois não existe um favorito devido ao que realizaram na primeira rodada do playoff. O Jazz tem a vantagem de decidir em casa, pois teve melhor campanha na fase regular. Venceu 51 jogos e perdeu 31, contra uma campanha de 42 vitórias e 40 derrotas do Warriors. Teoricamente a vantagem é do Jazz, mas como apostar contra um time que conseguiu eliminar o Mavericks? O Warriors tem como ponto forte o ataque, liderado pelo armador Baron Davis. Já o Jazz tem um estilo mais cauteloso, defensivo. Seus destaques são Carlos Boozer e Mehmet Okur. As duas primeiras partidas serão em Salt Lake City, lar do Jazz. Alguém arrisca um palpite?

Zebra! maio 4, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Chicago Bulls, Dallas Mavericks, Detroit Pistons, Golden State Warriors, Houston Rockets, Phoenix Suns, primeira rodada, San Antonio Spurs, Utah Jazz.
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Confirmado: Dallas Mavericks eliminado dos playoffs pelo Golden State Warriors. Embora o Warriors tenha dominado o time por toda a temporada, um time que venceu 42 jogos e chega aos playoffs pela primeira vez em 13 anos contra um time que ganhou 67 e acabou de ser vice-campeão da NBA tem que ser considerado uma GRANDE zebra. O Warriors está de parabéns, e tenho certeza que já se tornou o time de opção de todos os torcedores já-eliminados do campeonato. Quer dizer, exceto pelos torcedores do Mavs.

O mais interessante é que isso muda toda a dinâmica destes playoffs do Oeste. Quem quer que saia do confronto Rockets x Jazz (empatado em 3 a 3 após a vitória do Utah por 94 a 82 em casa hoje) terá vantagem no mando de quadra, mas terá de ser capaz de fazer o que Dallas não conseguiu: parar o jogo de transição e forçar a superioridade de seus pivôs. Aparentemente, Houston é melhor equipado para isso, enquanto o Jazz correria um pouco mais. Mehmet Okur não joga no interior o suficiente para punir a diferença de altura do Warriors e seria vítima fácil do atletismo de Al Harrington na linha de três – por outro lado, ele tira Andris Biedrins do garrafão e permitiria mais espaço para Carlos Boozer.

Para Spurs e Suns, também muda tudo. San Antonio agora tem o prospecto de ter de enfrentar três times velozes em seguida. Sua experiência e força podem ser suficientes para segurar Nuggets e Suns, mas quando chegar a vez do Warriors – bem mais físico e agressivo que os outros dois na defesa – será que eles agüentam ou o cansaço vai ter tomado conta? Por outro lado, Golden State não tem resposta para Tim Duncan. Caso o adversário seja o Rockets, o jogo já ganha mais as características que o Spurs gosta e a classificação às finais pode ficar mais fácil. Com o Jazz, a situação já muda: Duncan pode marcar Boozer dentro, mas Deron Williams pode correr com Tony Parker e postá-lo no ataque, enquanto Okur provavelmente se esbanjaria com a relutância de Francisco Elson e Fabrício Oberto de saírem do garrafão para marcá-lo. Se Williams for marcado por Bruce Bowen, o Jazz ainda tem Derek Fisher, e tenho certeza que o Spurs lembra-se bem dele de uma certa cesta com 0,4s por jogar em 2004…
O Suns, após dominar o Lakers, terá um desafio enorme pela frente contra San Antonio, e Houston seria um adversário difícil, mas que o time tem como parar: Amaré Stoudemire consegue incomodar Yao Ming de ambos os lados da quadra e Shawn Marion e Raja Bell formariam a dupla responsável por segurar Tracy McGrady. Os outros dois concorrentes seriam caídos do céu: Phoenix impõe seu estilo de jogo veloz contra Utah, e o Warriors não corre mais que o Suns. Esse, aliás, seria o confronto entre o maior divulgador do estilo “equipe baixa com velocidade”, Don Nelson, e seu pupilo mais famoso e de maior sucesso, Mike D’Antoni. Muito intrigante.

Tudo isso ainda pode afetar as chances do Leste: Com o Mavs, esperava-se batalhas nas semifinais e finais de conferência que cansariam os times do Oeste e dexariam o confronto mais equilibrado. Mas não só o Leste terá suas próprias batalhas (Detroit x Chicago e, caso o Nets avance, Cleveland x New Jersey) quanto a tabela do Oeste parece menos forte agora. Suns e Spurs devem fazer uma série dura, mas quem quer que peguem na final seria decidido mais rápido e com menos drama do que contra Dallas. Ao mesmo tempo, pode sair do Oeste um time mais inexperiente e sem vantagem no mando de quadra como o Warriors e o Jazz, que favoreceria um Detroit e até um Chicago.

Segurem-se companheiros: os playoffs vão ficar ainda melhores agora.

Alguns links desta quarta maio 2, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in curiosidades, Golden State Warriors.
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Matt Barnes, do Golden State Warriors, é entrevistado pelo HoopsAddict e, entre outras coisas, confirma que o Maurice Cheeks é um péssimo técnico;

– Stephen Jackson não deve ser multado ou suspenso por sua segunda expulsão na série contra o Mavericks, o que deixa um precedente perigoso para a NBA. Por outro lado, o “bonzinho” Jason Richardson está sendo investigado por um incidente com um torcedor no último quarto do jogo de ontem;

Esta entrevista é muuuuuito longa, mas é com o meu jornalista de NBA e esportes americanos favorito, o Scoop Jackson, e fala sobre as relações raciais na mídia e nos esportes, muito interessante;

– Aparentemente, um ano e meio foi suficiente para o Stan Van Gundy passar com a família. Ele já está tentando voltar a treinar, via Charlotte Bobcats.

Que jogaço! maio 2, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Dallas Mavericks, Golden State Warriors, Sam Mitchell.
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O Mavericks evitou a eliminação e ganhou do Warriors por 118 a 112. Isso porque o Golden State estava à frente por 112 a 103 com pouco mais de 3 minutos por jogar! O Nowitzki finalmente jogou nos minutos finais, fazendo duas cestas de 3 enormes, um tocão em cima do Matt Barnes e alguns lances livres nos segundos finais. Calou todo mundo que estava criticando.  Terminou com 30 pontos e 12 rebotes.

O armador Devin Harris também foi enorme. A marcação estava focada no Nowitzki, no Josh Howard e no Jason Terry, então ele aproveitou, foi pra cima e fez bandejas, além de arrancar faltas. Do outro lado, o Harris não largou o Baron Davis, ficou em cima na marcação, e o Terry também fez um ótimo trabalho nas dobras. Davis marcou 13 pontos no terceiro quarto e estava bem no quarto quarto também, até que a marcação dupla começou a tirá-lo do jogo, e ele cometeu uma sexta falta que o tirou do jogo nos segundos finais, justamente quando seu time precisava de suas jogadas decisivas.

O Warriors acabou vítima de seu próprio ritmo frenético de jogo. Em vez de administrar a vantagem nos minutos finais, eles continuaram a correr e chutar de 3 de qualquer jeito. Isso permitiu a reação do Dallas. No final, aconteceu o mesmo da última derrota do Warriors em Texas: Davis de fora com seis faltas, Stephen Jackson expulso com uma falta técnica no final por ter batido palmas.

Agora, o Warriors está sob pressão, pois se eles perdem em casa, terão de vencer de novo em Dallas, e agora o Mavs está com o momento a seu favor. Por outro lado, não é tanta coisa para se preocupar assim:

1- o time vai ter aquela torcida barulhentíssima a seu favor, que venceu o jogo para eles no último domingo, e vai poder se alimentar dessa energia;

2- uma derrota não elimina o Warriors, não é o fim do mundo. Para o Mavs, é;

3- o Warriors já venceu em Dallas e esteve perto de vencer de novo hoje. Ou seja, eles ainda conseguiram fazer quase tudo o que quiseram nesta série.

Por isso, acho que o jogo 6 na quinta-feira vai ser um JOGARAÇO. Vamos ver o que acontece.

Eu queria só fazer mais um comentário sobre o jogo do Nets x Raptors: o técnico Sam Mitchell, do Raptors, mostrou porque recebeu o prêmio de Técnico do Ano ao mudar o time e colocar o Bargnani e o Morris Peterson como titulares. É claro, ele ainda cometeu o erro de tirar o Bosh quando ele fez 2 faltas e de novo quando fez 4, deixando-o de fora por muito tempo e o esfriando para o final; esse tipo de substituição de pânico é desnecessária e faz exatamente o que o time adversário quer: tira o jogador de quadra por longos períodos de tempo e, quando ele volta, ele está frio e com medo de cometer faltas. Bons jogadores sabem jogar pendurados; se Bosh não sabe, deixe-o aprender. Afinal, que diferença faz perder com ele eliminado por seis faltas e perder com ele em quadra, só que sem ritmo de jogo?

Então, o panorama está assim:

LESTE: Toronto 2 x 3 New Jersey (jogo 6 na sexta em Nova Jérsei); Cleveland aguarda o vencedor para enfrentar na segunda rodada; segunda rodada: Detroit x Chicago (primeiro jogo em Detroit, provavelmente no domingo)

OESTE: Dallas 2 x 3 Golden State (jogo 6 na quinta em Oakland); Phoenix 3 x 1 L.A. (jogo 5 nesta quarta em Phoenix); San Antonio 3 x 1 Denver (jogo 5 nesta quarta em San Antonio); Utah 2 x 3 Houston (jogo 6 na quinta em Houston)

Bom jogo em Dallas maio 2, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in curiosidades, Dallas Mavericks, Golden State Warriors.
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O Mavericks lidera por 62 a 55 no intervalo. O Mavs estava muito bem, no comando do jogo e descobriu como parar Baron Davis, com algumas zonas. O Don Nelson tirou o Davis e pronto: a defesa do Dallas ficou perdida, sem seu foco de marcação, e o Warriors começou a acertar todos os seus chutes de 3 e marcar melhor. A torcida texana se calou, e agora o Jerry Stackhouse recebeu uma falta técnica assim que o intervalo começou, significando que Golden State terá um lance livre no começo do segundo tempo para poder reduzir a seis pontos!

Nowitzki está mais agressivo e já tem 14 pontos e sete rebotes, mas os melhores jogadores do Mavs até agora são o Josh Howard, com 15 pontos, e o Jason Terry, que tem 11 pontos até agora. O Stephen Jackson e o reserva Mickael Pietrus têm 10 pontos cada pelo Warriors, e o Jason Richardson tem 9. O Al Harrington tem 7 e finalmente está jogando bem neste jogo, após sofrer nos quatro primeiros.

Pra quem não está acompanhando a transmissão americana, o Charles Barkley abriu guerra total contra a torcida do Warriors. Ele tinha comentado após a vitória no jogo 1 que o Mavs venceria os quatro jogos seguintes, chamando os jogadores do Warriors de “anões”. A torcida do Golden State foi cheia de cartazes zoando o Barkley no último jogo, e o ex-jogador respondeu usando uma camisa do Nowitzki durante a transmissão. Hoje, no intervalo, ele disse o seguinte da Baía de São Francisco, sede do Warriors: “Lá é só um lixão onde moram as pessoas que não têm dinheiro pra morar em L.A.”

Tá chegando a hora… maio 1, 2007

Posted by ricardo14 in Baron Davis, Dallas Mavericks, fotos, Golden State Warriors, playoffs, primeira rodada.
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Logo mais, o Golden State Warriors enfrenta o Dallas Mavericks. O time do alemão Dirk Nowitzki precisa vencer para continuar com chances de ir à segunda rodada dos playoffs. A série entre os dois times tem sido a mais empolgante até agora, pelo menos para mim. Não agüento mais esperar !!

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O ala DeSagana Diop bloqueou 4 arremessos no jogo passado…
Será ele capaz de parar o astro Baron Davis, que vem marcando 25.8 pontos por jogo?

Considerações para hoje à noite maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Golden State Warriors, New Jersey Nets, primeira rodada, San Antonio Spurs, Toronto Raptors.
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Primeiro, começo dizendo que o San Antonio Spurs mostrou porque foi campeão duas vezes nos últimos quatro anos e porque ainda é um dos favoritos ao título neste ano. O time permaneceu no jogo contra Denver, nunca deixando a diferença ir além de 10 pontos, e simplesmente elevou seu jogo em ambos os lados no quarto final. A vitória por 96 a 89 foi o resumo perfeito de como se jogar na estrada contra um adversário que tem uma torcida barulhenta: jogue sério e bem fechado, não deixe o placar ficar muito elástico e principalmente, não deixe as grandes jogadas acontecerem, pois elas puxam a torcida e empolgam o time. O Spurs foi quase perfeito em seu approach metódico e a torcida do Nuggets, embora tenha gritado um bocado, nunca influenciou o jogo. É nesse momento que você nota a importância da experiência nos playoffs: o Spurs já esteve em arenas barulhentas o suficiente para saber jogar contra boas torcidas. Se você tem dúvidas disso, é só lembrar as séries contra o Phoenix Suns e Detroit Pistons nos playoffs de 2005 e contra o Sacramento Kings no ano passado – três das melhores torcidas da NBA, e o time conquistou vitórias decisivas fora de casa nas três séries.

E isso me leva aos dois jogos de hoje: Toronto Raptors recebe o New Jersey Nets em casa tentando evitar a eliminação, e o Dallas Mavericks faz o mesmo contra o Golden State Warriors.

Toronto é outro time com uma das melhores torcidas da liga, que canta durante tempos e lembra torcidas européias exatamente por sua cantoria e por não apenas seguir instruções do telão ou do locutor do ginásio. Porém, o Nets é experientíssimo e sabe muito bem jogar nessas condições. Pelo menos, Jason Kidd e Richard Jefferson sabem – Vince Carter teve atuações irregulares nos dois primeiros jogos, com toda a torcida vaiando-o sempre que tocava a bola. Embora essa série não possa mais ser a varrida como aconteceu nas outras três séries do Leste, tem a chance de acabar em apenas cinco jogos, o que já é bem próximo de uma varrida. Eu acredito que veremos um jogo parecido com o jogo 2, bastante equilibrado, e no final vai depender de quem tiver mais sangue frio. New Jersey certamente quer definir a série logo, pois seu time é mais velho que o Cavaliers e não pode ficar muito mais cansado se quiser ter chances de batê-lo nas semifinais de conferência.

O Mavericks, por sua vez, tem suas dificuldades em enfrentar torcidas fortes. É claro, qualquer um teria dificuldades em enfrentar a torcida de Golden State, a melhor dos playoffs até o momento. No ano passado, o time abriu 20 pontos contra o Spurs no jogo 7 das semifinais de conferência e sobreviveu à torcida e à reação graças à excelente jogada de Dirk Nowitzki no final do tempo regulamentar, sofrendo a falta besta de Ginóbili, que tirou a moral do San Antonio e ajudou a acalmar o time. Mas não foi uma atuação de um time que sabe neutralizar torcidas adversárias.

No domingo, o Mavericks deveria ter vencido o Warriors. Dallas enfim conseguiu jogar de igual para igual, dominando o tempo do jogo como queria, e seus jogadores conseguiram ser eficazes nos dois lados da bola. Foi a torcida, a insistência de Baron Davis, a defesa e, talvez mais do que tudo, a sorte que deu o empurrãozinho ao Warriors para vencer o jogo. Hoje, em casa, sem torcida adversária, o Mavericks deve ter uma atuação bem melhor e vencer. A não ser que tudo esteja caindo novamente para Golden State, como no jogo 1, e sua defesa consiga parar tudo, parece para mim que Dallas já sabe como derrotar o rival. Pelo menos, em casa.

O problema para o Mavs, claro, é que mesmo que ganhe hoje, ainda teria de ganhar uma em Oakland na quinta-feira, e aí é que Dallas teria de estudar os teipes dos dois jogos do Spurs em Denver e dos jogos do Nets em Toronto. Afinal, se o time tivesse se esforçado para evitar jogadas como aquela cesta do meio da quadra feita pelo Davis no final do primeiro tempo, teria uma chance muito maior de vencer.

Mesmo sabendo que tem um sexto jogador poderoso em casa para um sexto jogo, o Warriors tem de jogar o máximo que pode nesta terça. Você não quer dar uma chance de respirar a um time como Dallas, primeiro colocado do Oeste e vice-campeão da NBA. O Miami Heat e o Phoenix Suns do ano passado são os exemplos: quando se lembraram de quão bons podiam ser, reagiram e viraram suas séries, contra Mavs e Lakers, respectivamente. Se o Warriors permitir que Dallas tire a pulga de trás da orelha, mesmo a torcida em casa pode não ser suficiente.