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Varejão x argentinos: rivalidade sul-americana, mas semelhanças de estilo junho 7, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Manú Ginóbili, San Antonio Spurs.
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Hoje, a partir das 22h (de Brasília), o ala-pivô capixaba Anderson Varejão vai tentar fazer o que três outros brasileiros tentaram fazer, sem sucesso: ajudar seu Cleveland Cavaliers a vencer o San Antonio Spurs em uma série melhor-de-sete jogos. A caminhada do Spurs à sua quarta final em oito anos foi toda construída em cima de times com jogadores brasileiros. Se isso já não é o bastante para convencer todos os torcedores do país – menos os que torcem para San Antonio, claro – a incentivar o Cavs, outro detalhe talvez ajude: o Spurs conta com dois argentinos, o ala-armador Manú Ginóbili e o pivô Fabrício Oberto, tornando a partida em um pequeno duelo da maior rivalidade da América do Sul.

Embora o clima de rivalidade entre Brasil e Argentina tenha origem no futebol, ela também cresceu no basquete justamente quando a geração de Ginóbili e Oberto ganhou projeção internacional e começou a conquistar títulos. Nos anos 80 e início dos anos 90, como já disse Oscar “Mão Santa” Schmidt, “a gente cansava de bater neles”, ou seja, os brasileiros dominavam o confronto. Foi no final da década de 90, com algumas partidas acirradas em campeonatos sul-americanos, e no início da atual década, com a ausência do Brasil das Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004, que os argentinos ultrapassaram o país na escala de poder do basquete mundial. A entrada de vários jogadores de ambos os países na prestigiada NBA também criou a rivalidade de gerações, e nesta os argentinos estão bem à frente: além de uma medalha de ouro olímpica, já tiveram três representantes em finais da liga – Ginóbili, Carlos Delfino com o Detroit Pistons e agora Oberto – e dois títulos da NBA com Manú. Varejão é apenas o primeiro brazuca em finais.

O primeiro a tentar evitar que a dupla argentina chegasse às Finais da NBA neste ano foi o ala-pivô Nenê, que batalhou bastante e jogou bem com seu Denver Nuggets na primeira rodada dos playoffs. Entretanto, a ausência de uma boa arma para chutar de três pontos, o pequeno apoio do banco de reservas e a incapacidade de se impor ao estilo de jogo do Spurs acabou rendendo uma eliminação em cinco jogos.

Depois, foi a vez do brasileiro de maior projeção na liga, o armador Leandrinho, Reserva do Ano. Seu Phoenix Suns foi o time que mais ameaçou o Alvinegro texano, e muitos acreditam que não fosse uma controversa suspensão a Amaré Stoudemire e Boris Diaw após o jogo 4, poderia ter surpreendido e vencido a série. Os problemas do Phoenix, porém, passaram pela má atuação do próprio Leandrinho, que além de sofrer boa marcação, sofria com dores no cotovelo esquerdo, operado imediatamente após a eliminação em seis jogos.

O último time eliminado pelo Spurs foi o Utah Jazz, nas finais da Conferência Oeste. O pivô paranaense Rafael “Baby” Araújo, porém, teve poucas chances de causar algum impacto no confronto, entrando apenas em trechos do jogo em que a diferença no placar já era bastante contundente. Ele até atuou bem, mas as limitações de seu time, semelhantes às do Denver, acabaram causando uma eliminação em cinco jogos.

Agora, sobrou para Varejão. O ala-pivô já eliminou um time de argentino: o Pistons de Delfino foi a vítima do Cleveland nas finais da Conferência Leste. Pelo caminho do Detroit, havia ficado também o Chicago Bulls, do ala Andrés Nocioni.

Leia também: Giancarlo Giampietro faz uma boa comparação no Uol Esporte sobre as semelhanças entre Varejão, Ginóbili e Oberto. Essas características divididas entre os três – entre Varejão e Ginóbili, a tentativa de cavar faltas ofensivas dos rivais e de trazer energia saídos do banco, e entre Varejão e Oberto de aproveitar espaços deixados pela marcação aos astros de seus times – serão chave para a série. Anderson tentará carregar Tim Duncan de faltas, enquanto Manú revezará com Bruce Bowen na marcação de LeBron James e tentará fazer o mesmo com o astro do Cavs. Oberto provavelmente não terá os mesmos espaços da série contra o Jazz, mas os pivôs de Detroit tiveram bom aproveitamento contra Cleveland e ele deve tê-lo também. A marcação do Spurs focará em James, e Varejão terá de aproveitar os espaços.

Anderson Varejão ansioso para estréia nas Finais junho 7, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Finais.
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Enfim, começa a grande final da temporada 2006 / 2007 da NBA. San Antonio Spurs, campeão da liga em 2005, 2003 e 1999, e Cleveland Cavaliers, estreante em decisões, medem forças a partir da noite desta quinta-feira, dia 7, no AT&T Center, a partir das 22h (horário de Brasília), na primeira partida da série melhor-de-sete das finais. O retrospecto na temporada aponta dois confrontos entre Cavs e Spurs, com um jogo em Ohio e um jogo no Texas. E duas vitórias do Cleveland Cavaliers. Anderson Varejão, primeiro brasileiro na História a ser campeão de conferência e a disputar uma final da NBA, não esconde a confiança e a ansiedade de entrar em quadra. O canal ESPN Internacional, e o site GLOBOESPORTE.COM (apenas para assinantes) transmitem a série ao vivo.

“Passei a semana toda pensando nesse jogo e estou ansioso, queria que começasse logo. Estamos chegando bem para essa série contra o San Antonio, tivemos o nosso tempo para comemorar a vitória sobre o Detroit, mas já passou e o foco é todo nessa final. Tivemos tempo para descansar, para treinar, para encarar essa série que vai ser muito difícil. O San Antonio é um time acostumado à decisões, que tem um grupo fortíssimo, comete poucos erros e joga em casa. Vai ser uma série muito difícil, mostramos nossa força nesses playoffs, temos dois jogos seguidos na casa deles e seria muito bom voltar com uma vitória. Enfim, estamos prontos”, afirmou o capixaba.

Para chegar ao título da Conferência Leste, o Cleveland Cavaliers venceu Washington Wizards (4 a 0 na série), New Jersey Nets (4 a 2 na série) e Detroit Pistons (4 a 2 na série). Já o San Antonio Spurs derrotou Denver Nuggets (4 a 1 na série), o Phoenix Suns (4 a 2 na série) e o Utah Jazz (4 a 1 na série) para garantir o título do Oeste. O segundo jogo está marcado para domingo, dia 10, em San Antonio. Ainda de acordo com a programação, Cleveland recebe os jogos da série nos dias 12, 14 e 17, e as últimas duas partidas estão previstas para os dias 19 e 21 no Texas.

Final entre Cavs e Spurs deixa TVs americana e brasileira esperançosas junho 6, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Globo.com, LeBron James, San Antonio Spurs, TV.
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Enquanto o site passa por dificuldades técnicas, estaremos postando nossas matérias aqui. Não deixem de acompanhar…

Nos Estados Unidos, o confronto entre Cleveland Cavaliers e San Antonio Spurs nas Finais da NBA foi considerado um alívio para a emissora de TV aberta ABC, que tem esperanças de ter uma audiência melhor que nas decisões dos últimos anos. Para o Brasil, o alívio pode ser ainda maior, no retorno das Finais à TV a cabo após dois anos ausente.

O pesadelo das emissoras americanas era um novo encontro entre San Antonio Spurs e Detroit Pistons, como em 2005, que apesar de produzirem uma audiência favorável em seu último jogo, com 11,9 pontos no indíce Nielsen (o Ibope americano), terminou com uma média de apenas 8,2 pontos por jogo, a segunda pior desde 1981, quando as partidas não foram exibidas ao vivo. Desde que a ABC começou a transmitir as Finais, em 2003, apenas uma série superou os 10 pontos de média, o confronto entre Los Angeles Lakers – time que mais traz audiência na NBA – e o Pistons em 2004, com 11,5 pontos. O Spurs esteve na final menos assistida da história da liga, em 2003, quando sua vitória sobre o New Jersey Nets teve média de 6,5. Antes de 2002, nenhuma final tinha tido menos de 10 pontos de audiência desde 81.

Após seu terceiro título em 2005, o Spurs se consolidou como um dos times de maior sucesso da liga e hoje o ala-pivô Tim Duncan é considerado um dos maiores vencedores em atividade na NBA, no mesmo nível que o pivô Shaquille O’Neal. Ainda assim, seu estilo de jogo é considerado chato, e o time continua a atrair pouca audiência. Neste ano, seus dois jogos de finais da Conferência Oeste na ABC, contra o Utah Jazz, tiveram apenas 3,1 pontos, uma queda de mais de 40% para o ano passado, quando a emissora transmitiu jogos entre Detroit e Cleveland e Detroit e Miami Heat. Por outro lado, San Antonio esteve nos dois jogos de maior audiência da ABC neste ano, com 3,4 e 3,5 pontos em confrontos com o Phoenix Suns nas semifinais.

O confronto entre Duncan e o astro em ascensão LeBron James, considerado por muitos o “novo Michael Jordan”, está sendo promovido com força para tentar puxar a audiência para cima e é a grande esperança da emissora. O único jogo de playoff do Cavs transmitido pela ABC teve apenas 2,4 pontos, o jogo 1 das semifinais do Leste contra o New Jersey Nets, mas na TV a cabo James foi um sucesso. Os jogos 5 e 6 das finais da conferência, em que o astro marcou 48 pontos no primeiro e liderou a eliminação do Pistons no segundo, estiveram entre as três maiores audiências da semana, e ajudaram a colocar a emissora TNT no topo das emissoras a cabo.

Se James tiver efeito parecido com o de Jordan, a ABC pode comemorar: nenhuma das finais disputadas pelo Chicago Bulls teve média inferior a 14 pontos, e a final de 1998 com o Utah Jazz bateu o recorde da liga com 18,7 pontos. Neste ano, o futebol americano mostrou que uma estrela individual pode ajudar a empurrar a audiência: a primeira aparição em um Superbowl do incensado quarterback Peyton Manning, do Indianapolis Colts, foi considerado o fator principal para que se tornasse a segunda final da NFL mais assistida na história.

No Brasil, não é tanto a estrela de James ou o confronto com Duncan que pode ajudar a audiência, e sim a presença de um jogador do país pela primeira vez na história: o ala-pivô capixaba Anderson Varejão. A identificação com um atleta nacional tem sido a maior força dos jogos da NBA no país, e os números da emissora a cabo ESPN Internacional, principal transmissora dos jogos da liga no Brasil, comprovam.

As quatro melhores audiências da emissora na temporada envolveram jogos com times brasileiros, batendo os 30 mil espectadores por minuto – o que, para TV a cabo, é um número excelente. Melhor ainda é que Spurs e Cavaliers estiveram envolvidos em três desses quatro jogos – um deles foi justamente o encontro de 3 de novembro, vencido pelo Cavaliers em San Antonio por 88 a 81, e que teve 31.040 espectadores em média e um total de quase 265 mil pessoas passando pelo canal durante a transmissão.

“Para as Finais, com toda essa divulgação em cima do Varejão, podemos aguardar um aumento, algo em torno de 50 mil pessoas por minuto. Quem sabe chegar a 350 mil pessoas passando pelo canal”, diz Luciano Silva, editor de basquete da ESPN Brasil, que também cuida da NBA no canal internacional, hoje integrado ao brasileiro.

Na última vez que as Finais passaram na ESPN, em 2004, ainda não havia a integração. Desde então, a emissora não passou as finais por dois anos: em 2005, ficou a cargo do canal FX, na época um canal a la carte em poucas operadoras de cabo, e no ano passado foi exclusividade do site GloboEsporte.com, mas fechado a assinantes de um pacote especial. Nesta temporada, o site abriu a transmissão de seus jogos para todos os assinantes do portal Globo.com, mas por questões contratuais teve de fechar novamente sua transmissão das Finais a quem comprar o pacote especial.

A presença de Varejão não foi o que motivou a criação do pacote, garante o comentarista do site e autor do site Rebote, Rodrigo Alves. “A questão do pacote estava prevista no contrato com a NBA desde o início da temporada. Não anunciamos antes porque a empresa estava tentando encontrar uma forma de mudar o cenário e abrir para os assinantes. Eu e (o narrador) Roby Porto brigamos muito para que isso acontecesse, mas não foi possível mudar o contrato”, explicou Rodrigo, que acha que a transmissão por parte da ESPN Internacional não comprometerá o sucesso do site.

“Eu, particularmente, nunca vi a Globo.com como concorrente da ESPN, e sim como uma alternativa a mais para quem gosta de NBA. É óbvio que a primeira opção de qualquer pessoa é ver um jogo na TV, em vez da tela pequena do computador. Nosso número de espectadores na final certamente não será o mesmo que tivemos até agora, mas já tem gente comprando o pacote. O que pesa a favor da nossa transmissão é a interatividade, com o chat ao vivo durante todo o jogo. A coisa vira literalmente um grande bate-papo enquanto a partida está rolando, fica mais informal”, explica.

Embora não tenha os dados exatos, Rodrigo confirmou que a audiência do site cresceu dos playoffs do ano passado para este, mas atribui a ascensão a mais do que o sucesso dos brazucas: “A transmissão mudou bastante, o estúdio melhorou, a qualidade do vídeo também, a assinatura da NBA neste ano foi estendida a todos os assinantes de banda larga da Globo.com, e ainda tivemos promoções com produtos oficiais da liga em quase todas as transmissões, o que ajuda”.

Luciano, por sua vez, diz que a ESPN focará sua cobertura em cima de Varejão, aproveitando a feliz coincidência de que volta a transmitir as Finais justamente na primeira participação do capixaba. “A primeira entrevista que ele deu foi aqui (na ESPN Brasil). O primeiro título teve transmissão da ESPN Brasil. Acompanhamos o primeiros campeonato pela Seleção Brasileira. Fizemos a despedida dele quando viajou para o Barcelona. Mostramos o título dele na Euroliga. Também fizemos ao vivo o draft do Varejão (o mesmo em que Rafael “Baby” Araújo foi escolhido na loteria pelo Toronto Raptors). Na primeira temporada dele na NBA, fomos até Cleveland e produzimos um especial (que será reprisado ainda nesta quarta, às 19h30min). E agora, vamos mostrar todos os jogos de sua primeira final de NBA”, conta o editor.

Entrevista com o Anderson Varejão no GloboEsporte.com junho 5, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, Globo.com, San Antonio Spurs, Tim Duncan.
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Ei, rimou!

Mas enfim, o GloboEsporte.com fez cinco perguntas ao Anderson sobre a série final contra o San Antonio Spurs e o Pan. O Varejão é um dos caras que fala mais solto entre os jogadores de basquete, então ficou legal. Parabéns Rodrigo Alves!

Só um único comentário: na pergunta sobre como parar Tim Duncan, Varejão diz, “Temos de diminuir o espaço para ele em quadra e não deixá-lo jogar na posição preferida”. Não deixá-lo jogar na posição preferida? Só se tirarem ele de quadra. Eu juro, o Duncan consegue usar a tabela pra fazer cesta de qualquer lugar da quadra. Aposto que até do banco ele acerta. Ah, mentira, tem um lugar em que ele não consegue: da linha de lance livre.

Cavaliers e Varejão na final junho 3, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Anderson Varejão, Cleveland Cavaliers, Finais, video.
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Parabéns ao Cleveland Cavaliers e Anderson Varejão pela classificação às Finais da NBA, com a vitória incontestável por 98 a 82 sobre o Detroit Pistons ontem à noite. Agora, Varejão é o Brasil na NBA, o primeiro representante da pátria na decisão da liga de basquete mais importante do mundo. Vejam o vídeo da NBA em homenagem ao Cavs:

Aos torcedores do Spurs, desejo paciência e boa sorte para aturar agora o país inteiro – aliás, quase o mundo inteiro, já que LeBron James é um fenômeno global – torcendo contra vocês. Para a torcida do Cavs e de Varejão, também desejo boa sorte para superar o favorito Spurs.