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O fim-de-semana dos playoffs maio 14, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Chicago Bulls, Detroit Pistons, Golden State Warriors, Phoenix Suns, San Antonio Spurs, segunda rodada, Técnico do Ano, Utah Jazz, video.
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Bom, primeiramente queria me desculpar por nenhuma atualização ontem… Tive uma febre. Tive de ver o Detroit apanhar do Chicago doente de cama! Que droga, né. Bom, não se você for torcedor do Bulls.

Vamos à análise do que transcorreu nos últimos três jogos dos playoffs:

– O Suns foi abrir a boca pra falar do Spurs, dizendo que era um time sujo… E os árbitros respondem dando total vantagem nas marcações para San Antonio! Foi meio que um “se você vai ficar chamando a atenção do público para nossos erros, vai sofrer” dos árbitros. Bruce Bowen comprovou ser um jogador sujo com sua joelhada em Steve Nash, e o Suns quase caiu na provocação. (o Bowen previu corretamente: “Com toda a controvérsia ao meu redor, isso provavelmente vai parar no YouTube”. Toouché, Bruce:)

Mesmo que os árbitros não dessem a vantagem das marcações para o Tim Duncan em mais da metade dos lances, teria sido difícil mesmo para o Suns derrotar o Spurs. Leandrinho jogou mal e Steve Nash teve um péssimo primeiro tempo. Por todo o segundo tempo, e especialmente quando Nash finalmente começou a acertar seus chutes, eu me lembrava que Phoenix venceu jogos desta maneira a temporada inteira. O problema é que desta vez se tratava de San Antonio: um time veterano, que executa com perfeição nos minutos finais. O Suns pode ter seus altos e baixos contra New Jersey ou Dallas, mas não contra um time disciplinado e experiente como o Spurs. Se quiser vencer hoje, Phoenix precisa ser perfeito.

– A mesma coisa pode ser dita de Chicago em relação a Detroit: para vencer o Pistons, o Bulls precisa ser perfeito, e foi o que aconteceu no domingo. Detroit enfim assumiu sua personalidade de “ligar e desligar o interruptor”. Após um excelente começo de segundo quarto, o time se desligou no final do período e teve muito menos energia e disposição que seu rival. Quando jogou o que sabe, conseguiu reduzir a sete pontos, mas já era tarde. Se vencesse, seria injusto, pois o Bulls foi superior.

A pressão ainda está toda sobre Chicago, mas é bom que o Pistons aprenda agora que ele, também, tem de jogar 100% para derrotar o Bulls. Principalmente agora que o rival acordou para a série.

– Dizer que Utah surpreende não seria verdade. É simples: o Jazz tem a presença de garrafão que o Dallas não tinha, o que é o fator decisivo para derrotar Golden State. Embora os críticos insistam que a NBA está mudando e os pivôs não tenham a mesma importância, está claro que eles ainda causam impacto. O problema é que os analistas não consideram alas-pivôs como pivôs, mas Carlos Boozer, Tim Duncan e Chris Webber são pivôs capazes de jogar como alas. Daí o nome de sua posição!

Muito se fala sobre como Phoenix gosta de arremessar o mais rápido possível; pois Golden State faz o Suns parecer uma tartaruga. Os jogadores passam a bola, atacam a cesta e chutam de qualquer lugar – e quando eu digo qualquer lugar, quer dizer qualquer lugar mesmo. Lembram-se nos games antigos de NBA que a bola pegava fogo? Deve ser assim que eles sentem a bola em suas mãos. Quando as bolas estão caindo, ótimo. Quando elas páram de cair – e jogar neste estilo tem de cansar os braços e as pernas alguma hora -, fica difícil, e foi o que aconteceu ontem no final.

O Jazz está executando perfeitamente seu plano de ação e muito crédito tem de ser dado ao técnico Jerry Sloan; afinal, o time é quase que completamente inexperiente em playoffs, e já conseguiu superar um time forte como Houston em um jogo 7 fora de casa E derrotou o Warriors na arena mais barulhenta dos Estados Unidos. Só demonstra como foi uma injustiça ele não receber finalmente o prêmio de Técnico do Ano, enquanto o receptor do prêmio, Sam Mitchell, assiste à segunda rodada dos playoffs de casa após seu time, terceiro melhor de sua conferência e dono de um dos melhores jovens alas-pivôs da liga, ter sido eliminado por uma equipe que não consegue buscar sequer um rebote ofensivo. Em anos anteriores, o crédito ficou para John Stockton e Karl Malone; qual é a desculpa agora?

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