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Considerações para hoje à noite maio 1, 2007

Posted by Adriano Albuquerque in Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Golden State Warriors, New Jersey Nets, primeira rodada, San Antonio Spurs, Toronto Raptors.
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Primeiro, começo dizendo que o San Antonio Spurs mostrou porque foi campeão duas vezes nos últimos quatro anos e porque ainda é um dos favoritos ao título neste ano. O time permaneceu no jogo contra Denver, nunca deixando a diferença ir além de 10 pontos, e simplesmente elevou seu jogo em ambos os lados no quarto final. A vitória por 96 a 89 foi o resumo perfeito de como se jogar na estrada contra um adversário que tem uma torcida barulhenta: jogue sério e bem fechado, não deixe o placar ficar muito elástico e principalmente, não deixe as grandes jogadas acontecerem, pois elas puxam a torcida e empolgam o time. O Spurs foi quase perfeito em seu approach metódico e a torcida do Nuggets, embora tenha gritado um bocado, nunca influenciou o jogo. É nesse momento que você nota a importância da experiência nos playoffs: o Spurs já esteve em arenas barulhentas o suficiente para saber jogar contra boas torcidas. Se você tem dúvidas disso, é só lembrar as séries contra o Phoenix Suns e Detroit Pistons nos playoffs de 2005 e contra o Sacramento Kings no ano passado – três das melhores torcidas da NBA, e o time conquistou vitórias decisivas fora de casa nas três séries.

E isso me leva aos dois jogos de hoje: Toronto Raptors recebe o New Jersey Nets em casa tentando evitar a eliminação, e o Dallas Mavericks faz o mesmo contra o Golden State Warriors.

Toronto é outro time com uma das melhores torcidas da liga, que canta durante tempos e lembra torcidas européias exatamente por sua cantoria e por não apenas seguir instruções do telão ou do locutor do ginásio. Porém, o Nets é experientíssimo e sabe muito bem jogar nessas condições. Pelo menos, Jason Kidd e Richard Jefferson sabem – Vince Carter teve atuações irregulares nos dois primeiros jogos, com toda a torcida vaiando-o sempre que tocava a bola. Embora essa série não possa mais ser a varrida como aconteceu nas outras três séries do Leste, tem a chance de acabar em apenas cinco jogos, o que já é bem próximo de uma varrida. Eu acredito que veremos um jogo parecido com o jogo 2, bastante equilibrado, e no final vai depender de quem tiver mais sangue frio. New Jersey certamente quer definir a série logo, pois seu time é mais velho que o Cavaliers e não pode ficar muito mais cansado se quiser ter chances de batê-lo nas semifinais de conferência.

O Mavericks, por sua vez, tem suas dificuldades em enfrentar torcidas fortes. É claro, qualquer um teria dificuldades em enfrentar a torcida de Golden State, a melhor dos playoffs até o momento. No ano passado, o time abriu 20 pontos contra o Spurs no jogo 7 das semifinais de conferência e sobreviveu à torcida e à reação graças à excelente jogada de Dirk Nowitzki no final do tempo regulamentar, sofrendo a falta besta de Ginóbili, que tirou a moral do San Antonio e ajudou a acalmar o time. Mas não foi uma atuação de um time que sabe neutralizar torcidas adversárias.

No domingo, o Mavericks deveria ter vencido o Warriors. Dallas enfim conseguiu jogar de igual para igual, dominando o tempo do jogo como queria, e seus jogadores conseguiram ser eficazes nos dois lados da bola. Foi a torcida, a insistência de Baron Davis, a defesa e, talvez mais do que tudo, a sorte que deu o empurrãozinho ao Warriors para vencer o jogo. Hoje, em casa, sem torcida adversária, o Mavericks deve ter uma atuação bem melhor e vencer. A não ser que tudo esteja caindo novamente para Golden State, como no jogo 1, e sua defesa consiga parar tudo, parece para mim que Dallas já sabe como derrotar o rival. Pelo menos, em casa.

O problema para o Mavs, claro, é que mesmo que ganhe hoje, ainda teria de ganhar uma em Oakland na quinta-feira, e aí é que Dallas teria de estudar os teipes dos dois jogos do Spurs em Denver e dos jogos do Nets em Toronto. Afinal, se o time tivesse se esforçado para evitar jogadas como aquela cesta do meio da quadra feita pelo Davis no final do primeiro tempo, teria uma chance muito maior de vencer.

Mesmo sabendo que tem um sexto jogador poderoso em casa para um sexto jogo, o Warriors tem de jogar o máximo que pode nesta terça. Você não quer dar uma chance de respirar a um time como Dallas, primeiro colocado do Oeste e vice-campeão da NBA. O Miami Heat e o Phoenix Suns do ano passado são os exemplos: quando se lembraram de quão bons podiam ser, reagiram e viraram suas séries, contra Mavs e Lakers, respectivamente. Se o Warriors permitir que Dallas tire a pulga de trás da orelha, mesmo a torcida em casa pode não ser suficiente.

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